Iraque executa prisioneiros com ligações a ataque a Bagdade

Os detidos tinham sido condenados à morte. Iraque prometeu "aplicar a punição justa àqueles cujas mãos estão cheias de sangue"

O Ministério da Justiça iraquiano anunciou hoje a execução de cinco condenados à morte, relacionando esta decisão com o ataque bombista suicida de Bagdade no domingo que matou mais de 200 pessoas.

"Anunciamos a aplicação da pena de morte esta manhã contra cinco prisioneiros", referiu o ministério em comunicado, sem especificar os crimes que deram origem à decisão.

No comunicado, o ministério afirma pretender que as famílias enlutadas "saibam que os seus irmãos no Ministério da Justiça continuam a aplicar a punição justa àqueles cujas mãos estão cheias com o sangue dos iraquianos".

O ministério também manifesta as suas condolências às famílias das vítimas.

Um ataque bombista suicida reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) atingiu na manhã de domingo uma zona comercial muito movimentada, provocando mais de 200 mortos, um dos mais mortíferos ataques dos 'jihadistas' sunitas no Iraque e numa zona de maioria de população xiita.

A Jordânia respondeu da mesma forma em 2015, ao executar dois prisioneiros 'jihadistas' após o EI ter queimado vivo um dos seus pilotos após o avião ter sido derrubado na Síria.

O anúncio de Bagdade motivou uma nota da Amnistia Internacional, onde a ONG de direitos humanos refere que as execuções não devem ser usadas "como uma ferramenta de vingança".

O EI passou a controlar em 2014 vastas zonas a norte e oeste de Bagdade, mas desde então tem perdido terreno face à ofensiva das forças iraquianas e internacionais, com um balanço de centenas de mortos e milhares de refugiados, na maioria civis.

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