Ex-colaborador de Trump admite ter sido "conselheiro informal" de Moscovo

Carter Page, segundo o FBI, foi "alvo de recrutamento pelo governo russo" e é suspeito de "minar e influenciar o resultado da eleição presidencial de 2016"

No sábado passado, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou vários documentos que envolvem outro homem próximo de Donald Trum, o seu ex-conselheiro de campanha Carter Page. Page demitiu-se da campanha Trump, ainda antes das eleições, no outono de 2016, depois de os serviços de informações americanos terem aberto uma investigação sobre as seus relações com personalidades russas.

Eu nunca fui um agente de nenhum poder estrangeiro

Page negou, por várias vezes, ter desempenhado qualquer tipo de atividade como agente russo. Mas, numa carta de 2013, chegou a apresentar-se como "conselheiro informal" de Moscovo. O FBI afirmou que dispunha de suspeitas de que, pelo menos, a Rússia tentou contratar para os seus serviços secretos este ex-conselheiro de Trump.

No domingo, durante uma aparição no Estado da União , um programa da CNN, Page tentou desmentir todas estas alegações. Considerou-as uma "campanha ridícula de difamação" e "literalmente uma piada completa". Porém, admitiu como verdadeira a informação de que chegou a ser um "conselheiro informal" da Rússia. Nos documentos divulgados no sábado, o FBI "acredita que Page tem sido alvo de recrutamento direcionado pelo governo russo." Esta é uma das ideias mais fortes mas, na opinião da polícia federal americana, Page é ainda suspeito de "minar e influenciar o resultado da eleição presidencial de 2016, violando a lei criminal dos EUA".

"Eu nunca fui um agente de nenhum poder estrangeiro" afirmou Page no domingo. Mas a hipótese de poder ter mantido com agentes russos "qualquer conversa mole" sobre as sanções dos EUA Page não a descarta. Mas "não houve nada de grave", concluiu Page, na CNN.

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