Esquerda Republicana confirma abstenção e permite investidura de Sánchez

A Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) vai abster-se e permitir a investidura de Pedro Sánchez como primeiro-ministro espanhol, após o conselho nacional do partido ter considerado esta quinta-feira, por "ampla maioria", que o acordo firmado com os socialistas é satisfatório.

A ERC aprovou esta quinta-feira um acordo com os socialistas espanhóis (PSOE) para negociar a situação política na Catalunha e que estabelece a criação de uma mesa de negociações entre Madrid e Barcelona, num prazo máximo de 15 dias após a formação do novo executivo liderado por Pedro Sánchez.

Segundo o acordo estabelecido, a mesa de negociações irá respeitar "os instrumentos e os princípios que regem o sistema jurídico democrático" e as medidas futuramente acordadas pelas duas partes serão sujeitas a uma consulta aos cidadãos da Catalunha.

Em troca deste acordo considerado como suficiente pela ERC, os 13 deputados da formação independentista no Congresso (parlamento) vão abster-se na votação da investidura de Sánchez e assim viabilizar o futuro Governo espanhol de coligação.

O debate para a investidura de Pedro Sánchez como presidente do Governo de Espanha irá começar no sábado de manhã, dia 04, no Congresso com a intervenção do líder do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), indicaram esta quinta-feira fontes parlamentares.

Sánchez irá expor, sem limites de tempo, as principais linhas do Governo de coligação entre o PSOE e a Unidas Podemos (esquerda).

Ainda no sábado, e após um intervalo de uma ou duas horas, estão previstas as intervenções de todos os partidos políticos com representação parlamentar.

O PSOE será a última força partidária a intervir.

A presidente do Congresso, Meritxell Batet, ainda não confirmou se a primeira votação sobre a investidura irá ser realizada no domingo, dia 05.

Se na primeira votação Sánchez não conseguir a maior absoluta necessária para a investidura, será realizada uma segunda votação na terça-feira, dia 07, na qual só precisa de uma maioria simples.

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