Espanha espera ter 30 milhões de vacinas entre janeiro e fevereiro... ou até já no Natal

"Não está descartado que a vacina seja um presente de Natal", adiantou o ministro da saúde Espanhol Salvador Illa.

O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, deu esta sexta-feira uma notícia bastante animadora: a possibilidade de haver vacina contra a Covid-19 talvez no Natal ou com muito mais probabilidade em janeiro ou fevereiro.

Nesse período, assegurou, Espanha terá 30 milhões de vacinas e depois deverá proceder à distribuição das mesmas de acordo com critérios populacionais e de forma "equitativa" entre as várias regiões autónomas.

Em declarações à RAC1, Salvador Illa disse que, se a vacina seguir os ritmos esperados, uma percentagem significativa da população poderá já estar vacinada no verão. O ministro espanhol diz que "há um esforço muito grande" para ter a vacina pronta o mais rápido possível e que no início do ano vão haver "diferentes tipos de vacina" que "com o passar do tempo terão melhor eficácia".

Embora preveja que os próximos 15 dias sejam "muito sombrios" na luta contra a pandemia, Illa sublinha que há um "horizonte de esperança" pela frente daqui a cinco ou seis meses. Até lá, Espanha e o mundo terão de conviver com um vírus que ainda pode gerar "muitas complicações".

"Não está descartado que a vacina seja um presente de Natal", adiantou o responsável. Um dos contratos contempla cerca de três milhões de doses para Espanha. "Ainda temos que esperar até novembro para ter as primeiras impressões", mas "se passar nas análises clínicas, poderemos ter vacina em breve", frisou o ministro.

Salvador Illa explicou que já existem três contratos assinados para a obtenção de vacinas e que estão previstas 30 milhões de doses para Espanha até ao início do ano. Nessa altura, as doses das vacinas vão chegar ao país, mas ainda vai demorar mais alguns meses para distribuí-las.

Essas doses serão distribuídas "equitativamente" entre as comunidades autónomas, e para isso será criado um grupo de trabalho, um grupo de especialistas que já estão a trabalhar para criar um registo de vacinação que estará pronto em dezembro e no qual estão inseridos protocolos e critérios de distribuição. Os critérios que serão aplicados serão os de "equidade e proporcionalidade", sempre sob critérios populacionais e de acordo com os técnicos.

O responsável sanitário espanhol expressou a necessidade de haver hostilidade para com os negacionistas e os antivacinas, algo que vai ocupar boa parte do seu tempo e do seu discurso a partir de agora. Dado que o Centro de Investigações Sociológicas (CIS) aponta para que mais de 40% dos espanhóis não estejam dispostos a ser vacinados quando a vacina surgir, o ministro destacou a necessidade de reverter essa opinião porque os antivacinas "não têm razão e prejudicam a sociedade", com mensagem "não científicas".

Até à vacina chegar, ainda há uma luta contra a pandemia, porque já existe grande pressão sobre hospitais e profissionais de saúde. "Temos um longo período pela frente até termos uma vacina ou um tratamento eficaz e depois vai demorar alguns meses para o fornecer", anteviu.

Tal como Marcelo Rebelo de Sousa já fez em Portugal, Salvador Illa garantiu que este Natal não será normal e que terá de ser vivido "de maneira diferente".

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