Dos 54,4 graus ao preço dos pombos-correio. 2020 também foi um ano de recordes

A temperatura mais alta, a pior crise, as eleições mais caras. O atribulado ano de 2020 em dez recordes

Vale da Morte a ferver

Em 16 de agosto foi registada uma temperatura de 54,4 graus no Vale da Morte, na Califórnia, a temperatura mais alta medida na Terra após os recordes de 1913 e 1931.
Num novo sinal do aquecimento do planeta, 2020 anuncia-se como o ano mais quente depois de 2016 e a última década é "a mais quente já registada", segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Epidemia dos recordes


A pandemia de covid-19, que surgiu na China no final de 2019, bateu recordes devido à sua rapidez de propagação geográfica e aos seus efeitos devastadores na atividade humana. A 2 de abril, três meses após o início da epidemia, mais de 3,9 mil milhões de pessoas foram obrigadas ou convidadas confinar-se, de acordo com uma contagem da AFP.

A maior recessão


O golpe que a crise de saúde desferiu na economia e a onda de confinamentos levaram a uma recessão brutal na primavera no hemisfério norte, comparada com a violência da crise de 1929. Em abril, 20,5 milhões de empregos foram destruídos nos Estados Unidos e o índice de desemprego subiu a níveis comparáveis os gerados pela queda do mercado de 1929. Em Portugal, calcula-se que possa mais de três anos a repor o emprego destruído pela pandemia em 2020.

O pior balanço?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a 14 de novembro um número recorde de 700 mil novos casos de covid-19 em 24 horas. No entanto, apesar de já serem um milhão e meio de mortos provocados pela pandemia esse número é menor que o de outras epidemias: a denominada "gripe espanhola" de 1918-19 deixou 50 milhões de mortos e a peste negra eliminou metade da população europeia no final da Idade Média.

Recorde de necessidades humanitárias


Devido à covid-19, o número de pessoas que precisam de ajuda humanitária aumentará para um nível nunca alcançado com 235 milhões de pessoas. "O panorama que apresentamos é o mais sombrio que já exibimos em termos de necessidades humanitárias", lamentou o responsável de Assuntos Humanitários da ONU Mark Lowcock.

Chuva de dinheiro nas eleições dos EUA

Mais de 11,5 mil milhões de euros. Nunca se gastou tanto dinheiro nas eleições americanas. Os candidatos da campanha eleitoral para as eleições presidenciais e legislativas de 3 de novembro de 2020 nos Estados Unidos gastaram duas vezes mais que nas eleições de 2016 e três vezes mais que nas do ano 2000, segundo o instituto independente Center for Responsive Politics. A vitória de Joe Biden sobre Donald Trump foi confirmada na segunda-feira pelo colégio eleitoral.

F1: mais forte que "Schumi"


O piloto britânico de Fórmula 1 Lewis Hamilton superou o recorde de vitórias em Grandes Prémios, que até agora pertencia ao alemão Michael Schumacher, ao conquistar o 94.º troféu, em novembro, na Turquia. Hamilton igualou também o mítico "Schumi" no número de títulos mundiais, com sete campeonatos do mundo.

Mais rápido, mais alto


O atletismo registrou uma série de recordes em 2020: Joshua Cheptegei, do Uganda, tornou-se o mais rápido a percorrer os 10 mil metros, em 26 minutos e 11 segundos, em outubro em Valência (Espanha), enquanto que, no salto à vara, o sueco Armand Duplantis superou a lenda do ucraniano Serguéi Bubka, ao subir 6,15 metros em setembro em Roma.

Uma goleada histórica

Ao perder 6-0 com a Espanha, a seleção alemã de futebol, tetracampeã do mundo, sofreu no dia 18 de novembro, em Sevilha, a sua pior derrota desde 1931. O revés não impediu que Joachim Löw, técnico da Mannschaft desde 2006, continuasse no cargo ao menos até o Europeu em 2021.

Preço dos pombos-correio nas nuvens

Um chinês pagou em novembro 1,6 milhões de euros pelo pombo-correio New Kim, criado na Bélgica, num leilão eletrónico.

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