Dilma exige eleições antecipadas

Ex-presidente voltou a chamar Michel Temer de "traidor" e de autor de um "golpe" com a cumplicidade "dos parlamentares e de setores do poder judicial"

Dilma Rousseff voltou a atacar Michel Temer. Para a ex-presidente, do Partido dos Trabalhadores (PT), o seu sucessor no cargo é um traidor que não a traiu apenas a ela mas traiu também a presidente do Brasil. Como no seu entender, Temer, do Partido do Movimento da Democracia Brasileira (PMDB), é ilegítimo, o país tem de realizar o mais depressa possível eleições antecipadas.

"Acredito que a questão chave do combate que está a passar-se no Brasil é a realização de eleições livres e antecipadas, devemos eleger um novo presidente da República para que este golpe seja definitivamente travado", afirmou.

"É lógico que ele é ilegítimo porque o processo que o conduziu à presidência rasgou a Constituição, eu nunca o vi como um traidor mas ele é um traidor que não traiu apenas a mim mas também a presidente do Brasil, ele traiu uma instituição", continuou Dilma em entrevista à Al-Jazeera, televisão do Qatar.

Segundo a ex-presidente, o impeachment de que foi alvo constitui "um golpe que partiu do próprio Congresso Nacional aliado a alguns segmentos do poder judicial e que tirou uma presidente do cargo com alegações completamente sem substância".

No final de agosto, após um processo de cinco meses, 61 dos 81 senadores do Brasil votaram pela destituição de Dilma. No dia seguinte, Temer, que agia como presidente provisório, tornou-se definitivamente chefe de Estado. As declarações da ex-presidente chegam no momento de mais baixa popularidade do sucessor.

Em São Paulo

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