Cuba vai testar no Irão eficácia de uma possível vacina

Anúncio surge um dia depois de o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, ter proibido a importação de vacinas produzidas nos Estados Unidos ou no Reino Unido

Cuba vai testar no Irão a eficácia de uma vacina candidata para a covid-19 em estado mais avançado, anunciou este sábado o instituto que a desenvolveu.

O Instituto de Vacinação Finlay (IVF), gerido pelo Estado cubano, e o Instituto Pasteur do Irão assinaram um acordo em Havana que permitirá "a conclusão das provas clínicas para a vacina candidata Soberana 02" e "progressos rápidos na imunização contra a covid-19 nos dois países", anunciou o IVF na rede social Twitter.

O anúncio surge um dia depois de o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, ter proibido a importação de vacinas produzidas nos Estados Unidos ou no Reino Unido, numa mensagem no Twitter, posteriormente eliminada pelo gestor da rede por violar as regras de utilização.

Cuba, que espera imunizar a sua população contra a covid-19 no primeiro semestre deste ano, está a trabalhar em quatro projetos de vacina, sendo o da Soberana 02 o mais avançado.

No final de dezembro de 2020, o diretor do IVF, Vicente Vérez Bencomo, disse que estavam em curso negociações para realizar noutros países a fase final dos ensaios clínicos da candidata Soberana 02 devido à baixa prevalência da covid-19 em Cuba.

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