Miss América procura novo presidente após escândalo com e-mails

Demissão de quatro responsáveis após escândalo levou o grupo a repensar toda a organização Miss América.

A organização do concurso Miss América está a repensar toda a estrutura do grupo e vai pedir ajuda às anteriores vencedoras.

Nos emails, divulgados pelo Huffington Post, alguns responsáveis pelo concurso faziam comentários ofensivos sobre a aparência das concorrentes, a sua inteligência e as suas vidas amorosas. Nos emails, trocados ao longo de três anos, esses elementos usavam uma linguagem vulgar para se referirem às concorrentes, expressavam o desejo de que uma Miss América morresse e especulavam sobre a quantidade de parceiros sexuais de outra concorrente. Na sequência do escândalo, o diretor executivo Sam Haskell, o presidente Johs Randle e outros responsáveis acabaram por se demitir.

Agora, o grupo está a pedir ajuda às antigas vencedoras para encontrar novos líderes. Dan Meyers, diretor interino, explicou que o grupo está a pedir às concorrentes para indicarem nomes para formar uma comissão que irá definir a futura estrutura do grupo. "Queremos que seja um processo sem precedentes em termos de abertura, transparência e inclusão. Dada a natureza atribulada da transição, achámos que pedir a todos os membros que façam parte do processo seria o melhor caminho", afirmou à Associated Press (AP).

As antigas Miss América e outros membros do grupo vão nomear cinco pessoas que se vão juntar a mais dois diretores não implicados no escândalo para criar uma comissão que irá decidir como será a nova estrutura da organização. O processo já está a acontecer e deverá ficar concluído nos primeiros dias de janeiro.

Dan Meyers explicou que o grupo já falou com a estação de televisão ABC, que deveria transmitir o concurso de 2018, assim como com os principais patrocinadores, tentando assegurar que o concurso vai decorrer normalmente no próximo ano, apesar do escândalo.

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