Com Champs e Major, os Biden trazem os cães de volta à Casa Branca

O primeiro foi comprado pelo presidente eleito e pela futura primeira-dama em 2008 - e causou polémica. Em 2018, os Biden adotaram outro pastor alemão, desta vez um cão de busca e salvamento para fazer companhia a Champs.

Donald Trump foi o primeiro presidente desde 1897 a não ter qualquer animal de estimação na Casa Branca. "Não me importava de ter um mas não tenho tempo. Além disso como é que eu ia parecer a passear um cão nos relvados da Casa Branca?", questionava-se o ainda presidente dos EUA num comício em fevereiro de 2019.

Ora a pergunta vai ficar sem resposta, mas a tradição de haver um "first pet" vai voltar a ser o que era a 20 de janeiro quando Joe Biden e mulher, Jill, se instalarem na Casa Branca. O presidente eleito e a primeira dama vão levar com eles Champs e Major, os dois pastores alemães da família que assim se tornam nos "first dogs" - a designação carinhosa que se dá na América os cães presidenciais.

Champs foi o primeiro a chegar a casa dos Biden, em 2008. Durante a campanha para as presidenciais desse ano, Jill conseguiu que Joe lhe prometesse que se os americanos elegessem Barack Obama para a presidência, e ele próprio para vice-presidente, ele arranjaria um cão. E a professora levou a promessa tão a sério que ao longo das semanas ia colando fotos de vários cães nas costas do assento da frente de Biden no avião para ele ir avaliando as opções.

Mas a escolha de Champs acabou por gerar alguma polémica, uma vez que os Biden o compraram a um criador da Pensilvânia, em vez de adotarem um animal abandonado. O nome foi escolhido pelas netas do então vice-presidente.

Isso não impediu o pastor alemão de viver feliz no One Observatory Circle, a residência do vice-presidente em Washington. "De todos nós, Champs é quem mais vai estranhar deixar esta casa", confessava Jill ao Washington Post em janeiro de 2017. "Champs ganhou aqui uma família, com os funcionários e membros da segurança a terem sempre um biscoito à mão para ele".

Em novembro de 2018, os Biden decidiram arranjar um companheiro para Champs. Foi assim que Major chegou à família. Quando soube que a Delaware Humane Association (DHA) tinha recebido uma ninhada de pastores alemães que tinham sido envenenados, Joe não perdeu tempo. Primeiro ficaram com a guardar de Major durante oito meses e depois acabaram por o adotar.

Quando chegar à residência do presidente, Major será o primeiro cão de busca e salvamento na Casa Branca.

Quando em janeiro passado lhe perguntaram porque ter importante ter um animal de estimação, Biden garantiu: "Os cães lembram-nos da importância de viver o momento presente. Amam incondicionalmente e saboreiam cada instante connosco. Quando estou com o Champs e o Major, vivo no 'agora' e aproveito o simples facto de lançar uma bola ou dar um passeio".

Se algum dia vão ser tão famosos como Buddy, o labrador castanho de Bill e Hillary Clinton, ou como as duplas Barney e Miss Beazley, de Laura e George W. Bush, e Bo e Sunny, de Michelle e Barack Obama (só para dar alguns exemplos recentes), isso só o tempo o dirá. Mas para já, Champs e Major já começaram a chamar a atenção dos media - americanos e internacionais.

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