Bebé de 1 ano foi presente a tribunal, em Phoenix

A criança foi separada dos pais quando estes tentavam entrar nos EUA. O juiz mostrou-se muito incomodado com a situação.

Johan, 1 ano, hondurenho, foi na passada sexta-feira presente a um tribunal em Phoenix, nos EUA. O bebé foi separado da família, quando esta tentava entrar em território norte-americano, no âmbito da política de imigração de Donald Trump, e acabou por ser reenviada para as Honduras, relata a revista Time .

Depois de esperar mais de uma hora para ver o juiz, o advogado declarou em tribunal que o pai, que agora está nas Honduras, foi retirado do país com a promessa falsa de que poderia ser deportado juntamente com o filho, mas que tal não lhe foi depois permitido, tendo este ficado sob a custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, no Arizona.

O juiz de imigração John W. Richardson mostrou-se inquieto com o processo e perguntou aos réus imigrantes se entendiam o que estava em causa, descreve a Time.

"Tenho vergonha de perguntar se entendem o que está a acontecer, a menos que se acredite que uma criança de 1 ano possa aprender a lei de imigração", disse.

Johan é uma das centenas de crianças que precisam de ser reunidas com os pais depois de terem sido separadas na fronteira, como resultado da "política de tolerância zero" da administração Trump.

Estas leis têm feito correr muita tinta e ensombrado a administração Trump com histórias de crianças de colo a chorar quando separadas das mães e mantidas, dias a fio, em gaiolas, enquanto esperam a autorização para regressar a casa.

Um juiz federal em San Diego deu até esta terça-feira para que as crianças com menos de 5 anos fossem reunidas com os pais e até 26 de julho para as restantes idades.

No final da audiência, Johan recebeu ordem de saída do território, o que permite ao governo levá-lo às Honduras de regresso aos braços dos pais.

O caso do menino foi conhecido no mesmo dia em que o governo de Trump admitiu precisar de mais tempo para reunir as 101 crianças menores de 5 anos com as família, uma vez que tinham de garantir a sua segurança, assim como confirmar relações parentais.

A maior parte das famílias separadas são provenientes da Guatemala, Honduras ou de El Salvador - países onde existe muita violência, a grande impulsionadora deste tipo de migração.

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