Acusado de corrupção, Netanyahu delega ministérios

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou a nomeação de novos ministros para três pastas que foi obrigado a abandonar devido à sua acusação por corrupção, em três casos diferentes.

A lei israelita proíbe que alguém acusado se mantenha como ministro, uma regra que não se aplica ao cargo de primeiro-ministro.

Netanyahu, acusado no final de novembro por suborno, fraude e abuso de confiança, abandonou assim as suas funções ministeriais, mantendo-se à frente do governo.

Segundo um comunicado do seu gabinete, Tzahi Hanegbi, ministro da Cooperação Regional, foi nomeado também ministro da Agricultura e Ofir Akunis, ministro das Ciências, será igualmente ministro dos Assuntos Sociais.

Tzipi Hotovely, vice-ministra dos Negócios Estrangeiros, foi nomeada ministra encarregada da Diáspora.

O gabinete do primeiro-ministro não precisa quando os ministros, todos membros do partido de direita Likud de Netanyahu, assumirão as novas funções.

O Supremo Tribunal, em resposta a uma queixa da oposição contra uma primeira remodelação no início de janeiro, tinha invalidado as nomeações.

A cena política israelita está em ebulição enquanto aguarda as legislativas de 2 de março, as terceiras em menos de um ano, convocadas após o fracasso de Netanyahu e do seu rival centrista Benny Gantz, da coligação Azul e Branco, em formar um governo após as anteriores eleições em abril e setembro de 2019.

O primeiro-ministro pediu no início de janeiro ao parlamento para lhe conceder imunidade após as próximas eleições, apostando Netanyahu na vitória para se proteger da justiça.

Os partidos da oposição liderados pela esquerda e por Benny Gantz convenceram uma maioria de deputados e o conselheiro jurídico do parlamento a formar uma comissão para estudar, antes das eleições, o pedido de imunidade de Netanyahu.

O primeiro-ministro israelita não dispõe atualmente de uma maioria no parlamento e o seu pedido pode ser rejeitado pelos deputados, o que poderia acelerar os processos judiciais contra si.

Netanyahu declara-se inocente e vítima de uma "caça às bruxas" dos serviços do ministério público e dos media.

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