A guerra contra os nazis vista pelos fotógrafos da TASS

Até dia 9 de outubro, o Museu do Combatente, em Lisboa, mostra aos visitantes desde o soldado soviético em combate até Estaline nas cimeiras com os Aliados. Uma iniciativa da embaixada da Rússia por ocasião dos 75 anos do final da Segunda Guerra Mundial.

Igor Ozerski, Leonid Velikzhanin, Boris Utkin ou Mark Redkin são fotógrafos da TASS, a agência noticiosa russa, que durante a Segunda Guerra Mundial retrataram desde o sofrimento dos civis até às cimeiras políticas, passando pelas ações militares do Exército Vermelho contra os nazis. O trabalho destes fotógrafos da União Soviética pode ser visto em Lisboa até 9 de outubro no Museu do Combatente. A exposição inclui ainda cartazes de propaganda da Segunda Guerra Mundial, de mobilização contra a Alemanha, que em 1941 invadira o maior país do mundo.

Na cerimónia de abertura, o embaixador da Federação Russa em Lisboa, Mikhail L. Kamynin lembrou os 70 milhões de vítimas do conflito terminado faz agora 75 anos, mais de 20 milhões deles cidadãos da União Soviética, país que se desagregou em 1991, com a Rússia a assumir-se como o principal herdeiro a todos os níveis, até na preservação da memória da chamada Grande Guerra Patriótica.

O diplomata russo falou do enorme contributo do seu país para a derrota do fascismo, a "peste castanha", e lembrou que apesar das diferenças de sistema económico e político os Aliados foram capazes de se unir para derrotar Adolfo Hitler, relembrando que ao lado da União Soviética combateram os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a China, o Brasil e mais alguns países. O embaixador Kamynin fez ainda questão de destacar a importância da criação das Nações Unidas no final da Segunda Guerra Mundial.

Quem também discursou foi o presidente da Liga dos Combatentes, o general Joaquim Chito Rodrigues, que enalteceu a bravura daqueles que lutaram na Segunda Guerra Mundial, notando que se Portugal foi neutral nesse conflito, já na Primeira Guerra Mundial fora beligerante.

Das muitas ações militares soviéticas que contribuíram para a derrota nazi destaca-se a Operação Bagration, assim batizada em homenagem a um general czarista que combateu Napoleão. Esta ofensiva, iniciada da noite de 22 para 23 de junho de 1944 na frente leste, revelou-se tão ou mais importante do que a de dia 6, a Operação Overlord, o Dia D, o desembarque na Normandia tão celebrado por Hollywood. Foi também o Exército Vermelho que libertou o campo de Auschwitz e entrou primeiro em Berlim em maio de 1945.

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