Quase 25 milhões de doses da vacina da AstraZeneca chegaram à UE entre polémicas

Pelo menos cerca de 24,8 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca contra a covid-19 chegaram já à União Europeia (UE) apesar das polémicas que envolvem a farmacêutica. Chegaram ainda dois milhões de doses das vacinas russa e chinesa.

Os dados constam da ferramenta 'online' criada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) para rastrear a vacinação no espaço comunitário e que tem por base as notificações dos Estados-membros, revelando que, até esta quarta-feira, foram distribuídas perto de 98,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 na UE, das quais 79,1 milhões de doses já foram administradas.

Destaque para o fármaco da AstraZeneca - envolto em polémica por eventualmente estar relacionado com casos de tromboembolismos após a sua administração e devido à produção insuficiente para a UE - e, do qual, segundo os dados do ECDC, foram distribuídas 24,8 milhões de doses para os países europeus.

Pela primeira vez, os dados do ECDC contabilizam as vacinas chinesa e russa, que apesar de ainda não estarem aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) estão já a ser administradas na Hungria, significando que um total de 1,1 milhões doses do fármaco Sinopharm e 830 mil doses Sputnik V chegaram à UE.

Ainda assim, a vacina com mais doses distribuídas no conjunto dos 27 Estados-membros é a da Pfizer/BioNTech (quase 62 milhões), seguida pela AstraZeneca e Moderna (10,1 milhões).

Dos dados do ECDC consta, ainda, pouco mais de um milhão de doses de vacinas de designação desconhecida (já que tais informações são comunicadas à agência europeia pelos próprios países).

Só 6,2% da população adulta europeia está totalmente vacinada (com as duas doses), enquanto 14,7% já recebeu a primeira dose, tendo a Comissão Europeia estipulado o objetivo de que pelo menos 70% dos adultos europeus estejam vacinados até final do verão.

Bruxelas atribuiu os níveis baixos de inoculações aos problemas de entrega das vacinas da Vaxzevria (o novo nome do fármaco da AstraZeneca) para a UE, exigindo que a farmacêutica recupere os atrasos na distribuição e honre o contratualizado.

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