Exclusivo "O Xacobeo é uma oportunidade também para Portugal"

O vice-presidente e titular da pasta do Turismo do governo galego, Alfonso Rueda, esteve em Lisboa para falar do Ano Santo, do caminho português de Santiago e do impacto da covid.

O caminho português representa quase 30% dos peregrinos que chegam a Santiago de Compostela. O que pode fazer Portugal para aumentar esse número e beneficiar da sua passagem pelo país?
Bom, em primeiro lugar, o trabalho de promoção. Quanto mais se difunde o caminho, mais conhecido será e mais gente poderá fazê-lo. Depois, o que o governo galego fez: melhorar as infraestruturas. É muito importante que em todos os traçados haja infraestruturas turísticas, que os peregrinos saibam que a cada momento têm um lugar para descansar, para dormir se quiserem ficar. A sinalização também é muito importante. É uma batalha que tivemos na Galiza durante muitos anos. Tem de ser igual em todo o lado. E investimento. A Junta da Galiza destinou 80 milhões de euros neste ano para investir no caminho, de promoção, de manutenção. Mas nos últimos anos Portugal deu-se conta da importância do caminho de Santiago.

O que se pode esperar deste Xacobeo [ano santo], que pela primeira vez, por causa da pandemia, não dura só um ano, mas dois, prolongando-se até ao final de 2022?
Antes da pandemia, a nossa estimativa, porque foi o que aconteceu no último Xacobeo há 11 anos, era que o PIB da Galiza subisse dois pontos. Logo, esperamos um impulso económico muito grande. Algo também que nos ajude a impulsionar ainda mais a Galiza no mapa mundial. Os peregrinos que vêm são meio milhão e nós recebemos cinco milhões de turistas. Estou certo de que muitos destes são peregrinos que vieram uma vez e depois quiseram voltar a conhecer-nos novamente.

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