Exclusivo O outro alargamento da NATO que Moscovo quer evitar

A ameaça de consequências militares para o Ocidente caso as pretensões russas não sejam satisfeitas pode empurrar a Suécia e a Finlândia para a NATO. Apesar de os líderes destes países estarem a falar no tema, os especialistas não acreditam num ingresso iminente.

A especulação à volta da adesão da Suécia e da Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) não é nova e tem ganho impulso de cada vez que a Rússia de Vladimir Putin se mostra agressiva. Os dois países, que têm seguido uma política de não alinhamento desde o final da Segunda Guerra Mundial, estarão hoje mais inclinados em tomar uma decisão nesse sentido, embora caso acontecesse, seria realizada em concertação, tendo em conta os laços de cooperação militar e de segurança entre ambos.

Nos últimos meses as tensões geopolíticas na Europa têm estado concentradas na frente oriental. À crise migratória alimentada pela Bielorrússia na fronteira com os vizinhos, em especial com a Polónia, acresceu a crise originada pela Rússia, que por duas vezes reuniu dezenas de milhares de soldados e respetivo equipamento militar não longe da fronteira com a Ucrânia. Por fim, em dezembro, o Kremlin abriu parte do jogo: quer garantias de que a Ucrânia e a Geórgia - onde, além da Moldávia, "tem forças que não foram convidadas e não são bem-vindas", como disse o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg - não façam parte da Aliança Atlântica e ainda que esta retire armamento e pessoal dos países que faziam parte da Cortina de Ferro e da União Soviética.

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