Nova Iorque oferece 84 euros a quem se deixar vacinar

A medida visa dar um novo impulso à campanha de imunização na cidade de Nova Iorque, onde o índice de aceitação das vacinas está a diminuir. Nova Iorque já antes tinha oferecido outros incentivos, incluindo sorteios de prémios de cerca de 4,2 milhões de euros até hambúrgueres e batatas fritas grátis.

O município de Nova Iorque oferecerá, a partir de sexta-feira, um incentivo financeiro de 100 dólares (84 euros) às pessoas que se vacinem contra a covid-19, anunciou esta quarta-feira o presidente da Câmara, Bill de Blasio.

A medida visa dar um novo impulso à campanha de imunização na cidade, onde as autoridades sanitárias já aplicaram cerca de 10 milhões de doses, mas onde o índice de aceitação das vacinas está a diminuir.

Segundo os dados oficiais mais recentes, 54,4% da população de Nova Iorque (cerca de 8,3 milhões de pessoas) está totalmente vacinada contra o novo coronavírus, uma percentagem que sobe para 65,5% se forem contabilizados apenas os adultos.

De Blasio insistiu que a vacinação é a única forma de garantir a recuperação da cidade e defendeu a importância deste tipo de incentivo económico para encorajar todos os cidadãos.

"Nos postos de vacinação administrados pela autarquia, quando tomarem a primeira dose (...) receberão 100 dólares (84 euros)", sublinhou o presidente da Câmara, ao anunciar o programa, que terá início na sexta-feira.

No Estado de Nova Iorque, os funcionários públicos vão ser obrigados a estar vacinados

Nova Iorque já antes tinha oferecido incentivos de vários tipos para aumentar a administração de vacinas, incluindo sorteios de prémios de cinco milhões de dólares (cerca de 4,2 milhões de euros) até hambúrgueres e batatas fritas grátis.

Entretanto, no Estado de Nova Iorque, os funcionários públicos vão ser obrigados a estar vacinados contra a covid-19 ou, caso se recusem, a fazer testes semanais, numa tentativa das autoridades para tentar travar a disseminação da variante Delta.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4 179 675 mortos em todo o mundo, entre mais de 195,2 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

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