Exclusivo NATO vs. Rússia: diálogo sem espaço de manobra

Moscovo quer garantias de que não haverá uma adesão da Ucrânia à Aliança Atlântica, que insiste na política de portas abertas.

Uma reunião para planear novas reuniões. Essa é a expectativa que senta hoje à mesa os representantes da NATO e os da Rússia, em Bruxelas, mais de dois anos e meio depois do último encontro do Conselho criado em 2002 para reforçar o diálogo e a cooperação. Tendo como pano de fundo a tensão na Ucrânia, não são esperadas cedências de nenhuma das partes. Desde logo porque Moscovo quer uma garantia escrita de que os ucranianos não vão aderir à Aliança, mas, para a NATO, que insiste em manter a sua política de portas abertas, este não é um ponto negociável.

"Não penso que podemos esperar que estas reuniões resolvam todos os assuntos", disse o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, após um encontro com a vice-primeira-ministra ucraniana, Olha Stefanishyna. "O que esperamos é poder concordar no caminho em frente. Que possamos chegar a acordo sobre uma série de encontros. Que possamos concordar com um processo", acrescentou, reiterando sempre que qualquer negociação sobre a Ucrânia contará com a participação da Ucrânia.

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