Multas, prisão e até isolamento forçado a 2000 euros. Reino Unido fecha país a novas variantes

Novas medidas mais restritivas no Reino Unido procuram travar entrada de turistas e regresso de locais de sítios considerados de risco e incluem multas, bem como isolamento forçado em hotéis pelo valor de 1750 libras (1993 euros). Testes obrigatórios no local custam 137 euros cada.

Londres anunciou esta terça-feira reforço nas medidas rígidas de controlo sobre os turistas e residentes de regresso ao país, com multas mais elevadas e até prisão para os infratores, num esforço para conter a importação de novas variantes de coronavírus, possivelmente menos sensíveis às vacinas atuais.

Como um dos países mais atingidos no mundo pela pandemia, com 113.000 mortes confirmadas pela covid-19, o Reino Unido encontra-se confinado pela terceira vez após a descoberta em dezembro de uma nova variante, mais contagiosa, no sul da Inglaterra que causou um aumento no número de casos.

O governo de Boris Johnson está especialmente preocupado com a possível importação das variantes resistentes à vacina, principalmente depois de um estudo ter mostrado que a vacina desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford tem pouca eficácia em jovens adultos contra as formas leves da covid-19 causadas pela variante sul-africana.

Assim, depois de ter proibido chegadas de mais de 30 países em meados de janeiro - cuja "lista vermelha" inclui toda a América do Sul, Panamá e Portugal, entre outros - a partir da próxima segunda-feira novas medidas serão impostas para o resto dos países do mundo.

Todos os viajantes que chegarem a Inglaterra terão que se submeter a dois testes de PCR para a deteção da covid-19, no segundo e no oitavo dias durante uma quarentena obrigatória de 10 dias após a chegada, anunciou o ministro da Saúde, Matt Hancock, ao Parlamento.

Os que chegam ao país terão que pagar pelos testes do próprio bolso - o preço mínimo no Reino Unido é à volta de 120 libras (137 euros) por teste - e cada positivo adicionará mais 10 dias à quarentena.

Tudo isto é acrescentado à atual exigência de que todos os viajantes que se dirijam para o Reino Unido apresentem um teste da covid-19 negativo feito no máximo 72 horas antes do embarque.

Isolamento de 2 mil euros em hotel

Além disso, os residentes britânicos ou pessoas que estejam legais do Reino Unido e regressem de um país considerado da "lista vermelha" (Portugal está incluído) e que não possam ser barrados na entrada, terão de ficar em quarentena num dos vários hotéis designados pelo governo e pagar uma conta de 1.750 libras (1993 euros) individualmente pelo isolamento.

Para garantir que estas normas são cumpridas, Hancock anunciou que qualquer pessoa que se recusar a fazer o teste de PCR corre o risco de uma multa entre 1.000 e 2.000 libras (1140 euros 2280 euros), enquanto aqueles que não respeitarem a quarentena terão que pagar entre 5.000 e 10.000 libras (entre 5700 euros e 11400 euros).

Por sua vez, os viajantes que mentirem sobre ter estado em um país da "lista vermelha" 10 dias antes da viagem incorrem numa pena que pode chegar até aos 10 anos de prisão.

"Pessoas que quebram estas regras colocam-nos em perigo", garantiu o ministro.

"Fortalecer o nosso regime de testes para incluir todos que chegam isolados vai-nos dar um nível adicional de proteção e mais oportunidades de detetar novas variantes", explicou um porta-voz do Departamento de Saúde.

Para poder começar a aliviar o confinamento, que tem tido consequências económicas e sociais elevadas, o governo de Boris Johnson juntas todas as suas esperanças na campanha de vacinação em massa lançada em 8 de dezembro e que coloca o Reino Unido bem acima da Europa em termos de vacinação.

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