Exclusivo Militares tomam o poder no Sudão para "corrigir o curso da revolução"

General Burhan alegou que divisões entre as diferentes fações no conselho soberano criado após a queda de Bashir obrigaram à intervenção e que objetivo é continuar a transição democrática. Comunidade internacional está preocupada.

Os militares sudaneses, liderados pelo general Abdel Fattah al-Burhan, assumiram ontem o poder, depois de prenderem o primeiro-ministro Abdalla Hamdok e os outros elementos civis do conselho soberano responsável pela transição para a democracia. Numa declaração ao país, o general declarou o estado de emergência, dissolveu o governo e o próprio conselho soberano que liderava, dizendo querer "corrigir o curso da revolução" que há pouco mais de dois anos derrubou Omar al-Bashir. E prometeu manter as eleições previstas para julho de 2023.

"As Forças Armadas vão continuar a transição democrática até à entrega da liderança do país a um governo civil eleito", indicou o general de 60 anos, alegando que foram as lutas internas dentro do conselho, entre as diferentes fações políticas, que obrigaram à ação. Mas o que a comunidade internacional já apelidou de golpe surge também a poucas semanas de os militares terem que passar a liderança do conselho soberano aos civis, ao abrigo do acordo assinado em agosto de 2019.

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