Milhares em manifestação em Londres contra confinamento e vacinação

Apesar das restrições do confinamento, que proíbem ajuntamentos de multidões, os organizadores da marcha apelaram à participação das pessoas em pequenos grupos.

Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado em Londres contra o confinamento e contra a possibilidade de criação de um passaporte de vacinação por causa da pandemia de covid-19.

A manifestação, que consistiu numa marcha pelas ruas do centro de Londres, intitulava-se "Unidos pela liberdade" e, segundo a agência France-Presse, reuniu milhares de pessoas com cartazes onde se lia "Não à máscara, não à vacina, não ao confinamento" e "Vocês estão a ser controlados".

Apesar das restrições do confinamento, que proíbem ajuntamentos de multidões, os organizadores da marcha apelaram à participação das pessoas em pequenos grupos.

O protesto aconteceu numa altura em que Londres começa a aliviar algumas restrições e as taxas de infeção com o novo coronavírus estão a diminuir no Reino Unido.

Os números mais recentes, divulgados na sexta-feira pelo Instituto de Estatísticas britânico, indicam que as taxas de infeção desceram em Inglaterra, Irlanda do Norte e Escócia, mas aumentaram ligeiramente no País de Gales.

Tendo em conta que o novo coronavírus está a circular em níveis baixos, o Reino Unido "passou de uma situação de pandemia para uma situação endémica", como explicou a professora de Estatística Médica e Epidemiologia, Sarah Walker, ao jornal Daily Telegraph.

O total oficial desde o início da pandemia no Reino Unido situa-se nos 127.385 óbitos confirmados em 4.401.109 casos.

No total, 33.388.637 pessoas foram até agora imunizadas com uma primeira dose de vacina, das quais 11.623.671 já receberam uma segunda dose, administrada com um intervalo de entre três e 12 semanas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.088.103 mortos no mundo, resultantes de mais de 145,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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