Kamala decisiva na aprovação do plano de estímulo

A vice-presidente Kamala Harris foi chamada a desempatar o voto do plano bilionário de estímulo económico, a prioridade das prioridades da nova administração.

Ao fim de uma maratona de 15 horas, com a introdução de emendas e respetivos debates e votações, às 05.30 de sexta-feira, hora de Washington, o Senado aprovou, com o voto de desempate da vice-presidente (presidente daquela câmara por inerência), a moção orçamental de 1,9 biliões de dólares (1,57 biliões de euros) para resgatar a economia norte-americana.

Porém, o processo legislativo está ainda a meio caminho: regressa à Câmara dos Representantes, onde será apreciado, emendado e votado, para depois ser ratificado pelo Senado, por maioria simples. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, sinalizou numa carta aos representantes que serão dados os primeiros passos na próxima semana para que até ao final de fevereiro o plano suba ao Senado.

Os republicanos tentaram ligar o plano de estímulo a quase todos os temas, do ambiente ao Supremo Tribunal, e conseguiram algumas vitórias, apesar de não terem força de lei. A mais simbólica terá sido a rejeição da ordem presidencial em bloquear a construção do oleoduto Keystone XL, entre os EUA e o Canadá.

Entre as 45 emendas, a que recebeu quase unanimidade foi a proposta bipartidária que estabelece que os cheques de 1400 dólares para apoio direto aos cidadãos estarão vedados às pessoas com "rendimentos superiores", sem contudo especificar valores. Uma emenda apresentada pelos republicanos, que bloqueia a ajuda aos imigrantes sem documentação, foi também aprovada.

A pandemia causou já mais de 450 mil mortos nos EUA e a perda de 9,9 milhões de postos de trabalho.

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