Exclusivo Johnson fala de união numa Escócia onde cresce o apoio à independência

Primeiro-ministro defendeu a importância do trabalho conjunto na luta contra a covid-19. Mas os escoceses criticaram a visita não essencial e a tentativa de politizar a pandemia.

Arazão para a visita à Escócia era a luta contra a pandemia, mas o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não fugiu ao tema que, dizem os críticos, o levou de facto a cruzar a fronteira apesar do confinamento: o aumento do apoio à independência e os passos que o Partido Nacionalista Escocês (SNP, na sigla em inglês) está a dar para um novo referendo. "Não acho que a coisa certa a fazer seja falar interminavelmente sobre outro referendo", defendeu o primeiro-ministro britânico, alegando que o que as pessoas querem é lutar contra a pandemia e "recuperar com mais força unidas",

Na viagem de um dia a Glasgow, que incluiu paragens num laboratório que faz testes à covid-19 e num espaço que o exército britânico está a transformar num centro de vacinação, Johnson quis focar-se nos exemplos de cooperação. "Penso que podemos ver o contributo incrível que a Escócia, os cientistas escoceses, o povo escocês, estão a fazer para o esforço nacional e não quero acabar com isso", reiterou, lembrando que foram os próprios nacionalistas que apelidaram o referendo de 2014 como "a oportunidade de uma geração".

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