Índia. Incêndio em hospital mata 13 doentes com covid-19 quando país enfrenta escassez de oxigénio

O país enfrenta um aumento exponencial dos casos de covid-19, com quase quatro milhões de infetados desde o início de abril, e uma escassez de oxigénio, medicamentos e camas hospitalares.

Treze doentes com covid-19 morreram esta sexta-feira num incêndio num hospital nos subúrbios da cidade indiana de Bombaim, disse à agência de notícias AFP uma fonte dos bombeiros.

O país enfrenta um aumento exponencial dos casos, com quase quatro milhões de infetados desde o início de abril, imputáveis a uma "dupla mutação" do vírus e a eventos de multidões, como o festival religioso hindu Khumb Mela.

O país enfrenta também uma escassez de oxigénio, medicamentos e camas hospitalares.

As causas do incêndio, agora extinto, estão a ser investigadas.

Incêndio "trágico", diz primeiro-ministro indiano ​​​​​​

"Dezassete pacientes estavam na unidade de cuidados intensivos do Hospital Vijay Vallabh quando um incêndio deflagrou, 13 morreram e outros quatro foram transferidos para outras unidades", disse a mesma fonte dos bombeiros, Morrison Khavari.

Numa mensagem publicada no Twitter, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ​​​​​​enviou condolências aos familiares das vítimas e descreveu como "trágico" o incêndio.

Dois dias antes, 22 pacientes com covid-19 morreram noutro hospital no mesmo estado de Maharashtra, quando o fornecimento de oxigénio aos ventiladores foi cortado durante meia hora.

Quatro pacientes também morreram num incêndio numa clínica privada em Maharashtra, no início de abril, enquanto em março um incêndio num hospital em Bombaim matou 11 pessoas.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, deverá participar hoje em pelo menos três reuniões de crise, onde será discutido, entre outros assuntos, o fornecimento de oxigénio e a disponibilidade de medicamentos essenciais.

O momento dramático que o país enfrenta também é revelado pelos números diários da crise sanitária. Nesta sexta-feira, os dados atualizados da pandemia indicam que o país registou, num dia, 2263 mortos e 332 730 infetados com o novo coronavírus, um novo recorde.

Os números das autoridades de saúde elevam o total de infetados para 16,2 milhões e de mortos para 186 920 desde o início da pandemia no país, o segundo com mais casos, apenas atrás dos Estados Unidos.

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