Exclusivo Incerteza sobre o Sudão, a República dos negros, que já foi o gigante africano

O "Sudão do norte", em análise e retrospetiva desde o título encontra-se em transe político e social, o que justifica o mais recente golpe militar de há uma semana.

Etimologicamente a raiz árabe do nome Sudão é asswad, negro, sendo que também em árabe bilad as-sudan, como sempre foi chamada a partir da Península Arábica, traduz-se como "Terra dos negros".

Este Sudão há muito que esteve no radar do "Portugal de Quinhentos" por aproximação geográfica à demanda pela busca do Reino do Preste João, que se julgava na Etiópia. Não longe dali, pelo século VI, existiram de facto três reinos cristãos núbios, sendo que um destes teria capital em Soba, atualmente um subúrbio a leste da capital Cartum, junto ao Nilo Azul. No século seguinte foram naturalmente islamizados, no galopante processo da conquista muçulmana de África e que teve na conquista do Egito uma importante base de projeção de força para o restante continente e Mediterrâneo norte também. Este registo cristão núbio terá certamente confundido os portugueses quase dez séculos depois na procura de importante aliado local, cuja âncora era na verdade um crescente mito sobre umas cartas assinadas pelo próprio Preste João e endereçadas ao papa Alexandre III e ao nosso D. Afonso Henriques, entre outros monarcas europeus.

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