"Enfia no rabo", diz filho de Bolsonaro sobre máscaras

Deputado Eduardo Bolsonaro falava em live a propósito de viagem a Israel em busca de spray milagroso contra a covid-19. À partida, do Brasil, não usava a proteção. Em Jerusalém, à chegada, foi obrigado a colocá-la

"Eu acho uma pena, que essa imprensa mequetrefe [reles] que a gente tem aqui no Brasil fique dando conta de cobrir apenas a máscara. 'Ah a máscara, está sem máscara, está com máscara'. Enfia no rabo gente, porra! A gente está lá trabalhando, ralando".

A frase é de Eduardo Bolsonaro, deputado federal e terceiro filho de Jair Bolsonaro, durante uma live ​​​​​​​onde se debatia a viagem recente de uma comitiva do governo brasileiro a Israel para adquirir um spray considerado "milagroso" pelo presidente do Brasil.

Nessa viagem, a imprensa destacou o facto de à partida do Brasil a comitiva, chefiada pelo ministro das relações exteriores Ernesto Araújo, ter tirado uma fotografia sem que nenhum dos membros usasse máscara. À chegada ao Médio Oriente, entretanto, já todos tinham o adereço considerado pelas autoridades sanitárias israelitas (e mundiais) como método eficaz na prevenção da doença.

No vídeo, Eduardo Bolsonaro queixa-se também dos incómodos da viagem oficial, do fuso horário às escalas, passando pela impossibilidade, por vezes, de tomar banho antes de se dirigir a um compromisso.

No final de fevereiro, Jair Bolsonaro já havia atacado o suposto efeito colateral das máscaras, referindo-se, sem o apresentar, a um estudo alemão sobre o tema.

Entretanto, na quarta-feira, dia em que pela primeira vez o Brasil ultrapassou a barreira dos 2000 mortos diários, o Presidente da República surgiu de máscara num evento sobre vacinação no Palácio do Planalto. O evento decorreu instantes depois de Lula da Silva, em discurso, pedir aos brasileiros para não seguirem "nenhuma decisão imbecil de Bolsonaro ou do ministro da saúde em relação à pandemia e tomarem a vacina".

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