Dinamarca autoriza ilha artificial gigante em Copenhaga

Projeto foi aprovado pelos deputados dinamarqueses e deverá ficar concluído em 2070.

O Parlamento dinamarquês aprovou um projeto que prevê a construção de uma gigante ilha artificial junto a Copenhaga. Um projeto polémico que está a causar protestos de ambientalistas, que questionam as consequências ambientais da construção e já apresentaram uma queixa junto do Tribunal Europeu de Justiça.

O projeto foi aprovado na sexta-feira no Parlamento dinamarquês, com 85 votos a favor e 12 contra, e prevê um investimento de 2700 milhões de euros, com a construção a prolongar-se até 2070. De acordo com a BBC, se o projeto seguir o calendário previsto, a construção deverá iniciar-se ainda este ano e boa parte das fundações da ilha deverão estar prontas já em 2035.

Está previsto que 35 mil pessoas possam vir a habitar a ilha artificial, de quase três quilómetros quadrados (2,6), que deverá denominar-se Lynetteholmen, e que será ligada a Copenhaga através de uma linha de metro e um túnel rodoviário.

A proteção do porto de Copenhaga face a futuras inundações resultantes da elevação do nível do mar tem sido um dos argumentos apontados em favor do projeto. Do outro lado da barricada, entre os que protestam contra Lynetteholmen, contrapõe-se o possível impacto na qualidade da água e nos ecossistemas, bem como o impacto ambiental da própria construção que, segundo media locais citados pela BBC, exigirá o transporte de cerca de 80 milhões de toneladas de solo para erguer a nova ilha. Uma avaliação ambiental estimou que serão necessárias 350 viagens diárias de camiões para transportar as matérias-primas necessárias à construção.

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