Exclusivo Catalunha: "ERC não apoia socialistas porque não aceitam amnistia nem autodeterminação"

O ex-conselheiro de Assuntos Exteriores da Generalitat está preso há 3 anos por sedição e desvio de fundos. O professor, analista e político da Esquerda Republicana de Catalunha falou à imprensa estrangeira a dias da eleição.

Os partidos independentistas da Catalunha comprometeram-se a não fazer um acordo com os socialistas (PSC) para formar governo. Vão ter uma nova coligação entre o Junts per Catalunya (JxCat) e a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) mesmo com os problemas internos que existem entre ambas as formações?
Sou partidário dos governos de coligação. Juntam-se várias ideias, mas ao mesmo tempo há diferenças, mas não quer dizer que haja divisão. Os problemas entre a ERC e o JxCat são os mesmos que existem em qualquer outro governo de coligação. Este tipo de governo deve ter uma coerência e deve haver pactos. A proposta da ERC é fazer um governo com os partidos que apoiam a amnistia e a autodeterminação, e o PSC não partilha destas ideias. A ERC muitas vezes esteve sozinha para dialogar e negociar, mas sabemos que o diálogo é a solução. Os projetos da ERC e do PSC, em muitas coisas, são opostos, mas isso não impede de falar e negociar. No entanto, não vamos governar juntos, isso não vai acontecer.

Mas a ERC chega a acordos com o governo central.
E não é incompatível com o que estamos a dizer. Dialogar sempre, com todos, não estamos a deixar de fora o PSC. Mas não vai haver nem de forma ativa nem passiva um apoio aos socialistas porque não aceitam nem a amnistia nem a autodeterminação. A ERC não mudou de posição nunca. Sempre defendemos que a melhor solução era uma negociação. Agora assumimos que tudo o que foi feito era necessário para que muita gente percebesse onde estávamos. Não foi suficiente. Queremos chegar a uma mesa política de negociação.

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