Exclusivo AUKUS, o acordo que irrita Bruxelas, Paris e Pequim

Pacto de segurança entre Austrália, EUA e Reino Unido para o Indo-Pacífico apanha de surpresa União Europeia, na véspera da apresentação da estratégia para a região. E deixa franceses irados.

Celebração de um lado, irritação e indignação de outros. O anúncio surpreendente, por parte do presidente dos Estados Unidos e dos primeiros-ministros da Austrália e Reino Unido, de um novo acordo de segurança na região do Indo-Pacífico deixou o principal visado, a China, desagradado. Mas também a União Europeia e a França, que não foram sequer informadas da iniciativa, quando Bruxelas ia lançar a sua própria estratégia para a região e Paris perde o "contrato do século".

Já em 2018, uma investigação encomendada pelo então primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull revelava uma década de desestabilização do Partido Comunista Chinês junto dos políticos australianos para influenciar as decisões. As relações entre a Austrália e a China degradaram-se de forma dramática desde o momento em que Camberra juntou a sua voz a Washington e em abril do ano passado exigiu uma investigação independente à origem do novo coronavírus. Segundo responsáveis chineses na Austrália, este gesto foi visto como insultuoso.

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