Bush

Viriato Soromenho Marques

Escancarar a porta do Supremo Tribunal

Na altura em que escrevo, os resultados eleitorais nos EUA inclinam-se, embora timidamente, a favor de Joe Biden. Contudo, mesmo que isso se concretize, tudo indica que até à reunião do Colégio Eleitoral em 14 de dezembro, a vitória final será disputada duramente. Estado a estado, nos tribunais e, esperemos que não de forma sangrenta, nas ruas. Donald Trump é uma catástrofe moral, mas, simultaneamente, uma figura carismática e ardilosa para além das fronteiras do inconcebível. Ele preparou bem o seu plano de batalha eleitoral, e arregimentou meticulosamente os seus sequazes para esta estratégia. Ele está pronto a sacrificar o pouco que vai restando da credibilidade, que se pretendia exemplar, da democracia representativa norte-americana no altar do seu narcisismo patológico. Quinta-feira, ao final do dia, Trump fez um discurso a partir da Casa Branca, violento e repetitivo como lhe é habitual. Todavia, a gravidade das acusações foi servida com uma invulgar frieza de atitude. Trump sabe para onde quer ir.

Francisco Louçã em entrevista

"O bastonário da Ordem dos Médicos está a politizar a intervenção"

O fim das férias traz a política de volta e, diz o ex-líder do Bloco, os escândalos que continuam impunes: "Está para breve o dia em que a Lone Star venderá o Novo Banco a uma nova empresa pirata." Quanto à TAP, considera que "está na borda da delinquência". E deixa reparos à intervenção do bastonário da Ordem dos Médicos na crise dos lares