União Europeia

Opinião

Um discurso de fé nos europeus 

Foi uma fortíssima declaração de fé na União Europeia aquilo que Ursula von der Leyen fez nesta manhã, dirigindo-se muito aos jovens. A presidente da Comissão Europeia não só elogiou a cooperação entre os Estados membros no combate à covid-19, desde os corredores verdes quando as fronteiras estavam fechadas até ao repatriamento solidário dos pontos mais remotos do planeta, como declarou que os europeus têm de estar na linha da frente na procura de uma vacina, garantindo que esta será para todos e não apenas para aqueles que a possam pagar. Como realçou, o nacionalismo nas vacinas mata, só a cooperação internacional salvará vidas.

Couve de Bruxelas

Os Açores ou as Berlengas da Europa

Nos últimos anos, três factos externos alteraram o lugar de Portugal no mundo. A transição americana para o Pacífico retirou relevância estratégica à nossa posição geográfica entre os Estados Unidos da América e a Europa. A presidência de Trump azedou as relações entre os aliados da NATO, reforçando quem questiona, ou mesmo quem quer pôr em causa, a Aliança. E o Brexit deixou-nos isolados (na companhia dos irlandeses) na frente atlântica da Europa. Isto tudo sem que seja evidente que Portugal adaptou, consequentemente, a sua visão do mundo e dos seus interesses. Pelo contrário.