União Europeia

Opinião

Novas lanchas da GNR: polémica em tons de Guerra-Fria

Poucos temas despertam tanta emoção em Portugal como a nossa relação com o mar. Somos um país da frente marítima da Europa e foi através dos oceanos que edificamos um império, tendo as navegações dos portugueses sido determinantes para a afirmação do continente europeu no mundo. Fomos pioneiros da globalização, centrada no comércio de especiarias do extremo oriente, escravos do continente africano e açúcar do Brasil. A superioridade tecnológica na construção naval e o controlo dos estreitos de Malaca, Ormuz e Bab-el-Mandeb garantiram-nos o domínio do oceano Índico durante um século e definimos as bases da estratégia marítima. Fomos precursores e defensores do mare clausum e do direito de passagem inofensiva de embarcações num mar que dividimos com a Espanha em partes iguais no Tratado de Tordesilhas, legitimados pela autoridade internacional da época - o Vaticano.

Imunologista Manuel Santos Rosa

Vacinação: prioridade para população ativa e de grande mobilidade

A vacina tão esperada contra a covid-19 está a chegar. E todos querem acreditar que a chamada imunidade de grupo vai começar a existir para se conseguir atenuar o impacto da doença. Mas como se constrói esta imunidade, de que estará dependente? Que estratégia de vacinação e que grupos-alvo devem ser prioritários para se atingir imunidade de grupo? O imunologista Manuel Santos Rosa, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, explica ao DN os cenários que ainda podem surgir.