FMI

Rosália Amorim

Menos crispação, mais ação

O ambiente político volta a estar crispado e o Presidente reeleito poderá ter de voltar a colocar na agenda a "descrispação", um desígnio que marcou o arranque do seu primeiro mandato, em Belém. A tensão é política, social, mas é também cada vez mais visível ao nível económico. Nesta semana lemos e ouvimos com preocupação as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), pela voz do ex-ministro das Finanças português, Vítor Gaspar, e também do economista norte-americano Nouriel Roubini, que ficou conhecido por antecipar a grande crise financeira de 2008.

Paulo Baldaia

Acontece que o dinheiro é do povo, meus amigos

Vocês querem ver que os deputados perderam a cabeça e colocaram Portugal, de novo, à beira do abismo onde acabará por cair, perdendo, definitivamente, o direito de ser olhado com respeito por uma comunidade internacional que, verdadeiramente, só obedece aos famosos mercados? É, aconteceu! Aprovaram uma norma no Orçamento do Estado que impede o Governo de prever uma abertura dos cofres do Terreiro do Paço, lá para maio, e retirar mais 476 milhões para confortar os donos do Novo Banco, por desvalorização de ativos.