Cascais

Rosália Amorim

Manifestação cívica

A eleição para um segundo mandato presidencial gera tradicionalmente elevado nível de abstenção, mas a taxa de abstenção foi abaixo dos 70% que se temia uns dias antes da data das eleições. No contexto de pandemia e de confinamento, em especial do aumento do número de mortes e de infetados nas últimas semanas, a maior participação dos cidadãos pode ser interpretada como um ato de coragem ao votar no pico da pandemia e uma manifestação de crença na democracia, sobretudo quando vários candidatos alertaram, na ponta final da campanha, para os riscos da abstenção elevada e do fantasma do populismo.

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COVID-19

Há doentes de 20 e 30 anos nas UCI com formas graves da doença

A primeira vaga da pandemia mostrou-o, a segunda está a reforçar: o SARS-CoV-2 ataca pessoas de todas as idades, saudáveis ou com doenças. Os internamentos nos cuidados intensivos provam-no. Às unidades estão a chegar doentes a partir dos 20 anos. A maioria tem obesidade, diabetes e hipertensão. Mas também chegam outras formas graves da doença, como enfartes ou encefalites, porque o vírus atingiu o coração ou o cérebro, alguns eram doentes assintomáticos. Quanto maior o número de infetados, maior a probabilidade de ali ir parar. Médicos e diretores de UCI do Sul aguardam preocupados o que aí vem e esperam que "a racionalidade das decisões não seja ultrapassada pelas emoções".

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Entrevista a José Adelino Maltez

"Foi um erro diminuir o presidencialismo na Constituição e o papel dos militares"

Para corresponder à confiança popular, o Presidente devia ter mais poderes, considera o politólogo José Adelino Maltez., para quem o regime é demasiado parlamentarizado. Porque às vezes, diz, não basta a pedagogia, é preciso chamar os governos à pedra e dar umas reguadas. Esta entrevista também está disponível na edição impressa do DN à venda neste sábado.