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Opinião

A estirpe portuguesa

Na quinta-feira, Portugal ultrapassou a Suécia em número de mortos (11 608 contra 11 520). Quando terminou o primeiro confinamento geral, eu fazia parte dos portugueses que se sentiam confortáveis pelo país não ter apostado na estratégia da "imunidade de grupo", que, na altura, se traduzia numa mortalidade sueca mais de três vezes superior à portuguesa. Hoje, quando Portugal apresenta números de contágios e de mortos que desenham curvas exponenciais semelhantes a mísseis balísticos prestes a sair da atmosfera, parece que Portugal assumiu afincadamente a opção de expor a sua população ao vírus, não esperando pelas vacinas. Só entre sábado (23) e quinta-feira (28), em apenas seis dias, somam-se 1688 mortos.

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Suécia. Será que o país que fez diferente contra a covid-19 começa a arrepender-se?

A Suécia optou por não confinar, apostando numa eventual imunidade de grupo, e foi usada como exemplo por muitos, apesar dos trágicos números de mortes registados durante a primeira vaga. Agora, com os casos a subir como nunca, o país continua a apelar ao sentido de responsabilidade dos seus habitantes, mas já foi mais longe nas restrições do que na primavera.