Premium Como chamais a isto a que eu chamo viver?

No blogue As Palavras do Regresso, Joel Neto e Catarina Ferreira de Almeida percorrem os Açores e os Estados Unidos em busca do que regressar significa para um povo de migrantes e viajantes.

"Mas também é preciso viver...", insiste ele. Censura-me, a verdade é essa, e não está sozinho. Sentou-se à minha frente com queixas de outros elementos da família - que não apareço, que nem sequer falo ao telefone, que sou (isto não o diz, e talvez também não o pense) um sacana egoísta obcecado com o trabalho -, e eu chego a perguntar-me se devo de facto defender-me.

Devo-lhe muito, mas nem é por isso que o prefiro aos restantes tios. Por um lado, foi o primeiro da família (e o único até à sua geração), a estudar - à noite, de permeio com uma profissão exigente e competitiva, à custa de sacrifícios que nenhum de nós considerou. Por outro, a vida guardou-lhe os mais difíceis testes de força e de carácter, e ele respondeu-lhes com uma integridade quase sobre-humana.

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