Ensino público versus privado. Duas velocidades reafirmadas com a pandemia
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Ensino público versus privado. Duas velocidades reafirmadas com a pandemia

Os especialistas lembram que os desafios da escola pública não se limitam a um ranking de exames, mais uma vez perdido para a privada, e que se aguçam com a pandemia. O ensino privado tem, contudo, mais a provar.

A discussão já leva séculos de existência: qual deles o melhor, o ensino público ou o privado? Divide pais, professores e alunos, leva camadas de argumentos tão distintos entre si que a tornam sempre inacabada. Mas há certezas no seio dos especialistas na área da educação: ergue-se uma longa distância entre um setor e outro. E os quilómetros tendem a esticar mais ainda entre eles, desde que Portugal se debate com a atual pandemia de covid-19. Com o encerramento das escolas, em março, tanto as públicas como as privadas foram obrigadas a entrar numa maratona cujo destino e prazo ainda são desconhecidos, mas entre umas e outras houve quem corresse mais e, por outro lado, quem corresse melhor.

Nos relatórios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgados ao longo de vários anos, Portugal aparece frequentemente referenciado como "um dos países onde há uma relação muito estreita entre os resultados [dos alunos] e o seu contexto social". Por isso mesmo, não há estranheza a colher quando o assunto é "a prevalência dos primeiros lugares do ensino privado nos rankings dos exames nacionais" de 2019, diz António Teodoro, diretor do Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CeiED), da Universidade Lusófona.

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