Premium Bibliotecas: O universo à escala humana

São quase tão antigas como a escrita e existem um pouco por todo o mundo, em todas as dimensões e formatos. Construídas para democratizar o acesso à cultura, algumas bibliotecas tornaram-se também lendárias, quer pela monumentalidade dos seus edifícios quer pela importância dos acervos que guardam.

Os computadores podem ter substituído as gavetas cheias de fichas de indexação, preenchidas com a cuidada caligrafia dos bibliotecários de outrora, mas a lógica e o propósito mantêm-se. Graças à Classificação Decimal Universal (CDU), criada no final do século XIX pelos belgas Paul Otlet e Henri de la Fontaine, é possível navegar sem perder o norte pelo vasto espectro do conhecimento humano, da Matemática às Belas-Artes, do Japão ao Chile, da remota Antiguidade ao dia de hoje.

Essa possibilidade de reunir sob um só telhado tudo o que sabemos sobre tudo levou o escritor argentino Jorge Luis Borges a considerar a biblioteca uma forma de paraíso terreno. Um bosque de palavras que convida à aventura do espírito. Umberto Eco, seguindo-lhe os passos (no pequeno livro A Biblioteca), viu nela "um universo à medida do homem", o que para ele queria dizer "também alegre, com a possibilidade de se tomar um café, com a possibilidade de dois estudantes numa tarde se sentarem num maple e, não digo de se entregarem a um amplexo indecente, mas de consumarem parte do seu flirt na biblioteca, enquanto retiram ou voltam a pôr nas estantes alguns livros de interesse científico (...)."

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