Premium O século que ensinou o mundo a pedalar

Com o século XIX, a humanidade experimentava uma nova forma de locomoção. O homem pedalava, facto que transformaria não só as sociedades mas também o urbanismo. Uma história sobre duas rodas que envolve o génio de ferreiros, fabricantes de pneus e espíritos sonhadores. No passado, a bicicleta foi draisiana, dandy horse, velocípede, penny-farthing. Também ganhou motor a vapor.

O despontar da primavera de 1897 juntou cortejo singular ao troteio das manadas de búfalos no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos da América. Duas dezenas de homens pedalavam sobre terreno pouco favorável a ciclistas. À dura jornada acresciam dezenas de quilos de rações, roupas, utensílios de cozinha e tendas. O 25.º Regimento do Exército dos Estados Unidos, unidade afro-americana conhecida como Buffalo Soldiers, cumpria nova etapa na expedição de três mil quilómetros que ligava os estados do Montana e do Missouri. Para a equipa encabeçada pelo oficial James A. Moss, as Montanhas Rochosas e as colinas arenosas do Nebrasca não constituíram obstáculo.

Vinte homens ao pedal para provarem a eficácia militar do veículo que trazia uma história que remontava ao início do século XIX. Nas suas bicicletas, equipadas com os pneus com câmara de ar patenteados pelo inglês John Boyd Dunlop em 1890, os Buffalo Soldiers cumpriam etapas diárias de 80 quilómetros. Corriam mais rápidos do que a cavalaria. Um corre-corre que também percorria a Europa.

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