Premium De Harry Potter a 'Hunger Games': protestos pop pela democracia na Tailândia

Jovens tailandeses lideram manifestações que, além de exigirem a queda do governo e verdadeiras eleições, pedem reformas à monarquia. Mais do que um simples tabu, é crime criticar o rei.

A lei tailandesa estabelece que quem difamar, insular ou ameaçar o rei pode ser condenado até 15 anos de prisão por crime de lesa-majestade. Daí que os manifestantes tailandeses tenham começado a comparar o rei Maha Vajiralongkorn a Voldemort, o vilão dos livros e filmes de Harry Potter, que gerava tanto temor que era referido como "aquele cujo nome não deve ser pronunciado" ou só "quem nós sabemos". A 3 de agosto, a saga escrita por J. K. Rowling serviu de mote a um dos protestos pela democracia na Tailândia, que voltaram às ruas seis anos após o último golpe militar. O recurso à cultura pop, contudo, não é novo: desde 2014 que, em sinal de desobediência, os manifestantes adotaram a saudação dos três dedos de Katniss Everdeen, da saga The Hunger Games: Jogos da Fome, de Suzanne Collins.

"A Tailândia tem sido dominada pelo poder negro dos Devoradores da Morte", dizia um comunicado lido durante o protesto no início do mês, falando dos seguidores de Voldemort. "É agora a hora de os feiticeiros e os Muggles [pessoas sem magia] da democracia aparecerem e juntarem forças para proteger os direitos, as liberdades e a fraternidade e reclamar o poder para as mãos das pessoas", acrescentava. Os jovens manifestantes levaram adereços como varinhas mágicas ou cachecóis da sua casa favorita da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, assim como imagens de Voldemort para criticar o monarca - algo fora de comum.

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