Os suíços que vieram para o Alentejo criar cavalos lusitanos

Em 1995, Barbara e Georg Thomann deixaram a velha vida em Zurique e compraram a Herdade da Mata, perto das Alcáçovas. De um monte velho, cem vacas e "muito lixo" fizeram um herdade moderna, dedicando-se à criação de raças autóctones, das vacas garvonesas aos cavalos lusitanos.


À saída das Alcáçovas, umas placas indicam a direção da Herdade da Mata. Deixando para trás o alcatrão, entramos numa estrada de terra batida que parece não ter fim até chegarmos a um portão preto com o H e o M gravados. Nova placa. Desta vez, com os números de telefone para onde ligar a dizer ao que vimos. É o que fazemos, e, do outro lado, uma voz num português perfeito com ligeiro sotaque de entoações germânicas garante que vai já abrir. Nova estrada de terra batida e, finalmente, à direita, depois da placa a indicar o Picadeiro, um monte, onde um homem alto, de chapéu de palha a proteger do sol alentejano, nos espera e indica onde estacionar. É Georg Thomann, um suíço que em 1995 decidiu deixar o seu país e iniciar uma nova vida em Portugal, dedicando-se à criação de raças autóctones aqui em pleno Alentejo.

Ao seu lado está Barbara, a mulher. Cabelo loiro, vestido leve às flores, também a condizer com as temperaturas ainda assim razoáveis para um fim de manhã de agosto. Mas ainda antes de qualquer cumprimento - sempre com a pandemia em mente -, somos recebidos por Paula, uma enorme rafeira alentejana cujas dimensões só são comparáveis à sua meiguice.

Cães é o que não falta pela Herdade, explicam os Thomann, enquanto nos convidam a instalarmo-nos debaixo do alpendre para uma conversa, antes de visitarmos a Herdade. A confirmar a afirmação aparecem o Migas, a Jackie e mais uns amiguinhos, todos a competir pelas festas das visitas.

"Em 1995, tomámos a decisão de nos mudarmos para Portugal. Queríamos começar uma segunda vida. As nossas três filhas já eram adultas, saíram de casa", começa Barbara por explicar. E confessa que o próprio clima pesou na decisão: "A Suíça é muito bonita mas um bocado fria. E tem pouco espaço!"

A escolha de Portugal não foi um acaso. Os Thomann há muito costumavam passar temporadas por cá e até tinham uma casa de férias no Algarve. "Arranjámos a casa nos anos 80, quando o Algarve ainda era um paraíso", continua. O primeiro a apaixonar-se por Portugal foi Georg, depois de uma primeira visita ainda em 1970. "Tínhamos uns grandes amigos que passaram a lua-de-mel no Algarve em 1969. Foi o ano em que abriu o aeroporto de Faro. Eles ficaram encantados e sugeriram que voltássemos em 1970. E foi o que fizemos. Ficámos num pequeno hotel no cruzamento principal de Lagoa, que ainda existe. E fomos até à praia da Galé. Durante uma semana inteira, nunca encontrámos outra pessoa na praia, acredita?!", recorda, lamentando que hoje o Algarve esteja tão sobrecarregado de turistas.

Mas Barbara também é uma entusiasta. "Desde o primeiro momento em que aqui cheguei, adorei. Senti: este é o meu país." "Na altura Portugal era pouco conhecido, era muito fechado", conta.

Advogado de profissão, mas gestor de uma empresa de bebidas em Winterthur, perto de Zurique, quando a empresa foi vendida, naqueles meados da década de 1990, Georg Thomann decidiu que chegara a hora de fazer algo diferente na vida.

Mas porquê o Alentejo? "O Algarve é muito bonito, mas é para férias", explica Barbara. "Na altura, viajávamos da Suíça para Lisboa e alugávamos um carro. Era sempre um Mini", conta. Não havia autoestrada e passavam pelo Alentejo. Foi então que decidiram ficar por aqui.

Alentejo era também sinónimo de agricultura. Por isso decidiram comprar uma herdade, com a ajuda de um amigo holandês que já estava instalado em Portugal há 15 anos. Foi através dele que encontraram a Herdade da Mata, ali junto às Alcáçovas.

Lá ao fundo os cães ladram, reagindo a qualquer coisa invisível ao olho humano enquanto os Thomann recordam os primeiros tempos como donos de uma herdade, quando não sabiam absolutamente nada de agricultura ou de criação de gado. "Tivemos ajuda, claro. E com o tempo percebemos que o segredo é saber a quem perguntar", explica Barbara, sentada numa cadeira de verga.

E se garantem que algumas coisas correram muito bem, admitem que outras nem tanto. "Ainda estamos a aprender."

Começar com cem vacas

Quando os Thomann compraram a Herdade da Mata, havia ali cem vacas. E pouco mais. "Não tinha qualquer vedação, não tinha luz", explica Georg, antes de acrescentar: "Só tinha muito lixo, mesmo muito lixo." A própria casa estava degradada e só ao fim de quatro anos e muitas obras é que ficou totalmente habitável.

Entretanto, Georg e Barbara iam fazendo idas e voltas entre a Suíça e Portugal. Sobretudo Barbara. "A nossa filha mais nova ainda estava em casa e até ela acabar o curso eu passava umas temporadas cá e outra lá", conta. Habituada a tratar da família enquanto dava apoio a Georg na empresa, em 1998 Barbara teve uma experiência diferente: trabalhou no pavilhão da Suíça na Expo de Lisboa. A partir dessa altura, ficou por cá quase a tempo inteiro. E garantem que a adaptação não podia ter sido mais fácil. "Nunca sentimos que nos tratassem como estrangeiros. As pessoas foram muito simpáticas." Já falarem a língua, ajudou, claro.

As filhas, habituadas desde pequenas às férias em Portugal, foram as primeiras a apoiar a nova vida dos pais. Hoje costumam vir visitá-los, enchendo a Herdade da Mata com os sete netos dos Thomann.

Mas a maior ajuda dos Thomann para transformar a Herdade da Mata, de 740 hectares, onde pastavam cem vacas e o lixo se acumulava, naquilo que é hoje foi Carlos Branquinho. O engenheiro agrónomo que hoje é diretor da Herdade tem estado a assistir à conversa com o à-vontade de quem, muito mais do que um funcionário, faz parte da família. Conheceu os Thomann em 1996, quando tinha 18 anos, estava em Alter do Chão e contrataram-no para montar os seus cavalos. "Ele vinha de vespa de Évora", recordam a rir.

"Começámos com dois cavalinhos, que eram para nós montarmos", explica Barbara. "E depois foi uma bola de neve", termina Carlos. Hoje, entre cavalos da Herdade e cavalos de clientes que ali os deixam para depois os vir montar, "são uns 65". Inclusive os dois primeiros: "O mais velho tem 30 anos e o outro 26", diz Georg com orgulho.

Passadas mais de duas décadas, a Herdade da Mata é uma coudelaria reconhecida. "São cavalos lusitanos e temos um mercado muito virado para fora", explica Carlos, sem esquecer o centro equestre. "Este começou por ser muito ligado à comunidade, às pessoas da região, aos miúdos", mas acabaram por ficar "só com a parte mais profissional, cavalos de clientes e lições mais técnicas e especializadas".

A coudelaria arrancou mais a sério em 2007, quando Carlos Branquinho voltou à Herdade depois de alguns anos a trabalhar no monte da Ravasqueira, perto de Arraiolos, e o picadeiro ficou pronto em 2011.

A escolha dos cavalos lusitanos, claro, não foi um acaso. "Estamos muito orientados para a proteção das raças autóctones", explica Georg, que já na Suíça costumava montar, mas que garante que a escolha do lusitano se encaixa na filosofia que quer para a Herdade. O mesmo se aplica às vacas. Apesar de terem vacas cruzadas para garantir o rendimento económico, apostaram nas garvonesas, uma raça que deve o nome à Feira de Garvão, onde eram ser comercializadas. Muito procuradas pela sua robustez, as garvonesas são uma raça muito ameaçada. Daí a aposta da Herdade, que tem hoje 366 vacas ao todo.

E lá ao fundo, apontam Barbara e Georg, estão os burros mirandeses. "Mas estes são só para ter", explica Barbara. "Não fazemos nada com eles, estão ali, têm uma vida boa", explica, antes de acrescentar: "Gosto muito de burros, de os ver e de os ouvir."

Com tanto animal, espanta que a equipa que trabalha na Herdade a tempo inteiro seja de apenas cinco pessoas. Mas Barbara garante que são "todos muito bons". E também nos empregados os Thomann mantêm a sua filosofia. "Queremos ter pessoas novas mas com formação, sobretudo nos cavalos."

Tirada a primeira foto, junto à casa principal, reconstruída a partir do monte que já ali existia, seguimos em direção ao picadeiro. Em frente à casa dos Thomann fica a casa de hóspedes, antiga vacaria que quando o casal ali chegou tinha "o chão coberto por meio metro de estrume". Hoje é uma casa prontinha a receber quem procurar o sossego do Alentejo, com os seus quartos pintados de cores suaves - um rosa, um azul e um verde - e o alpendre a convidar a conversas ao fim do dia.

Mais à frente fica a casa dos caseiros, a Rita e o Bruno, seguem-se uns antigos silos transformados em garagem, e a casa da malta, o refeitório. Há ainda alguns apartamentos, onde os estagiários podem ficar alojados. Do outro lado da estrada de terra batida por onde chegámos fica outro monte. Esse foi construído por um casal suíço que foi sócio dos Thomann nos primeiros anos e está hoje alugado a uma família de Lisboa que ali passa quase todos os fins de semana.

Desenvolver a vertente do turismo rural é um projeto para o futuro. A casa na antiga vacaria já tem sido alugada, mas neste ano, por causa da pandemia de covid, os Thomann preferiram não arriscar. Mas a ideia a médio prazo é construir várias pequenas casas modernas espalhadas pela propriedade, permitindo a quem ali passar uns dias usufruir do espaço e do contacto com a natureza.

Apesar de os 740 hectares da Herdade impressionarem quem vem do aperto da cidade, George brinca: "Nós somos os pequeninos. As duas propriedades de cada lado da Herdade têm mais de 2500 hectares."

Apanhados pela pandemia

A covid-19 também trocou as voltas aos Thomann. Em finais de fevereiro, Barbara foi para Zurique para ser submetida a uma pequena cirurgia na coluna, e foi lá que a quarentena a apanhou, já depois de Georg se ter juntado à mulher no início de março. Regressaram apenas há duas semanas.

E desta vez vieram de carro. "Fez-se bem", garante Barbara, enquanto seguimos em direção ao picadeiro. Debaixo de um toldo está o companheiro de viagem: o Tesla vermelho sem o qual os Thomann já não podem viver. E é fácil garantir abastecimento para um carro elétrico numa viagem de mais de dois mil quilómetros? Sim, "ele próprio nos vai dizendo onde está o próximo posto de abastecimento. Basta não arriscar e ir parando de 300 em 300 quilómetros. Carregar demora 20 minutos, meia hora. Era o tempo de beber um café, passear a cadela Jackie e seguir viagem", explica Georg.

Ao lado do Tesla está o velhinho Alfa Romeo preto de Georg. "É de 1970", diz com orgulho, acrescentando que veio da Suíça há quase 30 anos. "É o bebé dele", brinca Barbara, afirmando que ainda hoje o marido adora ir à vila no seu Alfa.

O toldo que abriga os carros pertence à oficina de Georg. É por ali que vai fazendo alguns trabalhos de bricolage. "A estrutura veio da Expo", conta. Quando a exposição terminou, vários países venderam os seus pavilhões ao desbarato ou ofereceram mesmo algumas partes a quem quisesse ficar com elas. Barbara, que trabalhara no pavilhão suíço, aproveitou algumas estruturas que hoje fazem parte da Herdade. A oficina, portanto, já foi noutra vida a sala VIP do pavilhão de Andorra. Agora, a parede do fundo, em vidro, dá para o amarelo do pasto salpicado pelo verde dos sobreiros tão característicos da paisagem alentejana.

A opção pelo carro elétrico faz parte da mesma filosofia de vida que levou os Thomann a apostar nas raças autóctones: ser o mais sustentável possível e proteger o ambiente. Por isso também instalaram uma pequena central fotovoltaica que garante o abastecimento de energia para a Herdade. Apostar na produção e comercialização de energia solar é outro dos projetos dos Thomann, mas aí as suas ideias têm chocado com a burocracia portuguesa, e as licenças para instalar mais painéis solares ainda não chegaram. "É uma empresa saudável, quer porque se preocupa com o ambiente quer a nível financeiros; é uma empresa que dá segurança aos funcionários e aos fornecedores", explica Carlos.

Lusitano: "O labrador dos cavalos"

No enorme barracão do picadeiro, Ana monta sob o olhar atento dos clientes e dos funcionários que por ali andam. "Vai bem!", comentam. Mais perto da entrada, Inês, estudante de Veterinária em Évora, ajeita a sela do seu cavalo. Chama-se It's Me e nasceu na Herdade, como prova o ferro com o H e o M. "Já fazem competição", diz Carlos.

O engenheiro agrónomo vai explicando que "o cavalo lusitano não tinha este tamanho todo, mas tem vindo a crescer nos últimos anos, fruto da seleção para o desporto". Nas boxes, mais cavalos. A Migalha espreita para ver o que se passa, e bastam umas festas na cabeça para se aproximar. "Esta é nossa, tem grande potencial", garante Carlos. E Barbara explica que uma das características dos lusitanos é serem mansos: "Entregam-se à pessoa. Costuma-se dizer que o lusitano é o labrador dos cavalos. É mansinho, mas com força." E acrescenta: "Eu com a minha idade já só monto a minha égua."

E numa vedação separada lá está ela. A Urtiga. "Já não vai para nova", brinca a dona, antes de acrescentar, com uma gargalhada, "não vamos as duas". Urtiga é branca como muitos lusitanos vão ficando à medida que envelhecem. "Nascem quase sempre castanhos-escuros e o pelo vai ficando mais claro, vão ficando russos", explica Barbara.

Georg também tem um cavalo especial que costuma montar. "É o Violino. Não está aqui, está lá para trás com os outros. É um inteiro lusitano com 15 anos. Já tem alguma idade, mas anda muito, muito bem."

No clima do Alentejo, o ideal, explica Georg, é ter os cavalos num padock com um abrigo. Mas "isso não dá para os inteiros criadores, porque partem as vedações. As éguas e os cavalos castrados podem estar na rua, os inteiros estão nas boxes". Mas todos os dias os inteiros vão, à vez, até uma cerca especial para esticar as patas umas horas. Na Herdade há duas cercas destas, uma aqui ao pé do picadeiro, outra ao pé das antigas cavalariças, "onde está o meu velhinho lusitano, com 27 anos", conta Georg.

Na última boxe está o Limão, que já foi vendido e vai para a Suíça em breve. É o escolhido para posar para a foto. Mas manter um cavalo quieto e na posição certa não é tarefa fácil, e neste caso é mesmo preciso recorrer ao incentivo de uma das éguas para o Limão arrebitar as orelhas e endireitar a cabeça.

Chamar cada cavalo pelo nome

Para prosseguir a visita, entramos no jipe branco. Com Carlos ao volante, começamos por ir ver as éguas reprodutoras numa vedação próxima. Tímidas, lá se aproximam da cerca ao chamamento do engenheiro agrónomo que as conhece a todas pelo nome. Os potros vêm com as mães. Os nomes que lhes dão vão seguindo as letras do alfabeto. O Q, riem-se, não foi fácil. Tirando para o Quick. "Nasceu antes do tempo e foi tudo muito rápido, e pensámos logo: Quick", conta Barbara.

Seguimos depois para a barragem. O terreno é acidentado, mas, desviando-se das pedras e dos fossos com a destreza de quem conhece a Herdade como a palma da mão, Carlos lá nos leva até à beira da água. Como todos os anos por esta altura é ali que descansa uma enorme colónia de flamingos, cujas asas cor-de-rosa se destacam numa dança sincronizada no azul do céu quando todos levantam voo.

Enquanto brincam que um elefante ou uma girafa não seria uma visão assim tão estranha naquela paisagem, os Thomann fazem questão de também falar de coisas sérias. A água é um assunto que os preocupa. Nos últimos anos, a descida nos níveis de precipitação no Alentejo têm sido dramáticos. A Herdade acolhe uma estação meteorológica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o que lhes dá acesso a todas as medições. "No início, nos anos 90, tínhamos cerca de 600 mm de precipitação por ano, agora estamos nos 350", explica Georg. Esta experiência da seca em primeira mão leva-os a afastar-se das culturas intensivas agora na moda em muitas zonas do Alentejo, como o olival ou as amendoeiras, que consomem grandes quantidades de água.

Além da albufeira, construída na década de 1960, muito antes da sua chegada, os Thomann têm seis charcas grandes espalhadas pela Herdade. "Investimos muito nas infraestruturas para a água", garante Georg. A rede de distribuição que criaram abastece os bebedouros automáticos espalhados pelas cercas, tornando o sistema mais eficiente.

Seguindo caminho, encontramos mais vestígios da Expo"98 nos telhados de alguns dos palheiros. E, passados os painéis solares, estão as vacas de raça blonde d"Aquitaine. Loiras, como o nome indica, quase se fundem com a paisagem.

Mas são as garvonesas que procuramos. Carlos liga a perguntar onde é que anda a manada. Mas elas parecem decididas a brincar às escondidas. Finalmente, depois de mais uns solavancos, lá estão elas. A carne desta raça, garantem os Thomann, é uma maravilha. Mas o facto de serem tão poucas acaba por não as tornar rentáveis em termos comerciais. "Mesmo que quiséssemos, não tínhamos como responder se a procura aumentasse", explica Carlos.

De volta ao monte, e depois de nos despedirmos de Carlos, que tinha almoço com um cliente, é hora de falarmos do futuro. Aos 79 anos, Georg está cheio de projetos para a Herdade. Voltar à Suíça não está em nenhum dos planos, mesmo se os Thomann admitem que o seu país pode ter vantagens, desde o sistema de saúde muito eficaz a uma burocracia mais ágil do que a portuguesa. E a verdade é que ambos sabem que tomar conta de uma propriedade em Portugal não está nos planos das filhas. Pelo menos para já.

"Uma delas até tirou o curso de Hotelaria, por isso, quem sabe...", lança Barbara enquanto prepara uma limonada na enorme cozinha da casa, totalmente remodelada. Pelas paredes há obras de artistas suíços e portugueses, e o candeeiro, um emaranhado de fios com lâmpadas enfeitadas com penas, é uma criação do próprio Geog.

Para já, é em Carlos que confiam para garantir o bom funcionamento de tudo. E a experiência da quarentena na Suíça foi um bom teste. "Com ele sabemos que temos tudo em boas mãos. A prova foi que as coisas correram tão bem ou melhor do que quando estamos cá", admitem, mesmo se "o nosso apoio ainda é importante".

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