Exclusivo O Papa liberal e o Papa conservador com tango à mistura

Um a sair, outro a chegar. Dois Papas é a história do encontro entre Bento XVI (Anthony Hopkins) e Francisco (Jonathan Pryce) filmado com folclore popularucho por Fernando Meirelles. Nesta sexta-feira na Netflix.

Um filme fofinho sobre a hipotética amizade entre o atual Papa, Francisco, e o anterior, Bento XVI. Fernando Meirelles, o brasileiro que nos deu Cidade de Deus mas também Ensaio sobre a Cegueira, coloca no genérico "baseado em acontecimentos verdadeiros", mas mais vale apostar que grande parte destes diálogos entre os papas são matéria especulativa.

O ecrã mostra-nos Francisco a convencer Bento a comer piza em pleno Vaticano, já para não falar em ver futebol (a final do Mundial de 2014); dançar tango e ouvir os Abba. Um caderno de excentricidades que faz parte de uma proposta de um jogo hipotético: tudo durante um encontro em Roma entre o Papa Bento XVI, um ano antes de abdicar, e o atual Papa, supostamente com vontade de pedir a dispensa de cardeal. A teoria dos opostos atraem-se num longo diálogo em que se debatem temas como a reforma da Igreja Católica, os crimes de pedofilia dos padres e, sobretudo, o passado de Francisco como jesuíta na Argentina da ditadura, onde supostamente não ficou persona grata após a tortura de colegas seus, ele que alegadamente tentou ser diplomata com as forças do regime, precisamente quando era o mais alto representante dos padres jesuítas.

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