Premium "Esta crise deve ser coletiva, não uma sucessão de crises individuais"

Tiago Rodrigues, diretor artístico Teatro Nacional D. Maria II, sobe neste sábado e no domingo ao palco com a peça By Heart. Representou-a mais de 250 vezes, fala do poder do encontro e da arte. Teatro sem máscara, para nos ajudar a "conquistar o direito de nos projetarmos no futuro".

O Teatro Nacional D. Maria II reabre amanhã as portas, três meses após as ter fechado, com By Heart, a última peça que representaram, desta vez no Brasil. Os dois dias de apresentação estão esgotados e a receita reverte para um Fundo de Apoio aos Profissionais da Cultura. Profissionais que viram as suas condições financeiras agravadas com a pandemia. O D. Maria assumiu os compromissos financeiros, mesmo com as salas fechadas. Os espetáculos adiados foram reagendados, outros estão a ser criados, o que faz que a nova temporada tenha 45 peças. E vai continuar o "D. Maria II em Casa".

Qual foi a sua principal preocupação quando foi decretado o estado de emergência?
Enquanto diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II foi a de assegurar que, no encerramento do teatro, as coisas se fizessem o mais depressa possível e com o máximo de segurança para as pessoas. Também houve preocupação pelos que estavam distantes, porque uma parte de nós estava no Brasil, incluindo eu. Precipitámos o nosso regresso, até porque as representações previstas no Brasil iam ser canceladas, para que pudéssemos regressar a casa e às famílias, num momento em que havia alguma ansiedade.

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