O Convento de Jesus foi devolvido aos setubalenses a 10 de outubro, depois de muitos anos fechado.
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Convento de Jesus. O monumento que uma mulher e dois reis deram a Setúbal

Fechado durante anos e anos, o convento do século XV que Justa Rodrigues Pereira pediu a D. João II e a D. Manuel I ganhou uma nova vida, lá dentro e cá fora. A reabilitação permitiu muitas descobertas, mas a joia da coroa continua a ser o coro o alto... que, no futuro, rivalizará com o retábulo.

Miguel e Catarina entraram primeiro na igreja do Convento de Jesus e vão a caminho do museu. Não sem antes elogiarem a reabilitação do espaço exterior, até aqui uma espécie de "buraco" de betão, muito procurado por skaters, e agora substituído por um jardim onde o pelourinho parece ter ganho outra dimensão. O nivelamento, diz Miguel Cruz, "trouxe mais movimento à zona, parece que a baixa ganhou mais 500 metros". Mas não foram só os setubalenses que ganharam: "Os turistas vinham à praia, vinham comer choco frito, agora também têm este monumento para ver."

O que Miguel e Catarina Duarte, ambos de 27 anos, não sabem é que assim que transpuserem o acesso ao museu se vão deparar com uma das várias descobertas feitas durante as obras de reabilitação do Convento de Jesus, que abriu as portas ao público nesta semana, depois de uma inauguração com pompa e circunstância a 10 de outubro. Nem que em menos de uma semana - e com todas as restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus que impede, por exemplo, visitas de grupo - já ali se deslocaram mais de 500 visitantes.

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