Exclusivo Vizcarra, Merino, Sagasti: Peru teve três presidentes numa semana

Um foi destituído, outro demitiu-se e o terceiro foi ontem eleito pelo Parlamento. Que crise política é esta no Peru que pode ainda terminar com o regresso ao poder do presidente afastado pelos deputados na semana passada?

A destituição por "incapacidade moral" do popular Martín Vizcarra gerou uma onda de protestos que culminou em violência e mortes nas ruas. Pressionado, Manuel Merino, que assumira a presidência há uma semana, acabou por se demitir cinco dias depois. No Parlamento, uma primeira tentativa de eleger um sucessor falhou, deixando um vazio temporário de poder, mas à segunda foi de vez: o escolhido é Francisco Sagasti. No entanto, o Tribunal Constitucional até poderá considerar ilegal a destituição inicial de Vizcarra.

A crise política começou na segunda-feira 9 de novembro. O Parlamento peruano aprovou por 105 votos a favor (só precisava de 87) a destituição de Vizcarra, por suspeita de que recebeu centenas de milhares de dólares em subornos quando era governador de uma pequena província, Moquegua. O presidente de 57 anos negou as acusações, que ainda estão a ser investigadas.

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