Quem colocou quem no bolso?

Hoje é o dia! Vamos saber da avaliação que faz o governo à situação pandémica em Lisboa. Recuará a capital no plano de desconfinamento? Só o saberemos mais logo. O primeiro-ministro disse ontem que a cidade terá o mesmo tratamento que os outros concelhos em função da matriz de risco da covid-19. Ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (que veio a Lisboa dar luz verde ao Plano de Recuperação e Resiliência para Portugal), António Costa foi questionado sobre o tema e admitiu um cenário de antecipação em uma semana das medidas restritivas a aplicar a Lisboa pelo facto de a capital estar agora com uma incidência de novas infeções superior a 240 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. "Todos os concelhos são iguais. Lisboa não será diferente dos outros concelhos e terá exatamente o mesmo tratamento", respondeu António Costa.

Empresários do turismo, restauração e outros já deitam as mãos à cabeça. Mas o governante recordou que foi construída uma matriz de risco da covid-19 "com dois indicadores fundamentais" e "um tem que ver com a taxa de incidência e o outro com o ritmo de transmissão através do fator R(t). E é em função dessas variações que vamos aplicando as medidas previstas em cada um dos concelhos", acrescentou. Todo o cuidado é pouco à beira do verão que, aos olhos dos empresários, está cada vez mais ameaçado.

Quem não se sentiu ameaçado por Putin foi Biden. Os presidentes de Estados Unidos e Rússia estiveram reunidos ontem, cerca de três horas, e chegaram a acordo para um diálogo em matéria de cibersegurança. Aliás, Vladimir Putin considerou que a cimeira com Joe Biden foi "construtiva" e "sem animosidades". O pano de fundo das tensões bilaterais não faria adivinhar um encontro propriamente amistoso. A menos que ainda não saibamos quem colocou quem no bolso... "Não houve qualquer animosidade", sublinhou o líder russo neste encontro que decorreu em Genebra. "Em muitas questões as nossas avaliações divergem, mas as duas partes mostraram o desejo de se entender e de procurar formas de reconciliar posições", rematou.

São demasiados os temas que causam mal-estar entre os dois líderes mundiais. Desde a alegada interferência russa nas eleições dos Estados Unidos, à anexação da Crimeia, aos alegados ataques informáticos de Moscovo a infraestruturas dos Estados Unidos ou às questões de direitos humanos, foram muitos os assuntos que terão marcado presença num diálogo cujas conclusões não tiveram sequer direito a conferência de imprensa conjunta. Mas um alinhamento estratégico terá saído deste encontro: as duas potências concordaram em trabalhar juntas para desafiar e responder às práticas da China em matéria económica.

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