Premium Bashar al-Assad: o oftalmologista há 20 anos no poder que a guerra não derrubou

Presidente sírio herdou a presidência do pai e, apesar de quase uma década de guerra civil e da crise económica, mantém-se à frente dos destinos da Síria. Este domingo, há eleições parlamentares que o seu partido Baath não terá problemas em ganhar.

A 17 de julho de 2000, pouco mais de um mês depois da morte do pai Hafez, que era presidente desde 1971, e dias após ser aprovada a nova Constituição que baixava a idade mínima legal para ser chefe do Estado dos 40 para os 34 anos, Bashar al-Assad assumiu o poder na Síria. Vinte anos depois, mantém esse poder, apesar de quase uma década de guerra civil, num país em crise por causa do conflito -- que já matou mais de meio milhão de pessoas e obrigou muitas mais a fugir -- e das sanções económicas internacionais.

No seu discurso inaugural, o oftalmologista tornado herdeiro político pela morte do irmão mais velho falou da necessidade de um "pensamento criativo", de "transparência" e "democracia". Contudo, lembrou a Human Rigths Watch há uma década, "o período de tolerância que se seguiu à sua ascensão ao poder foi de curta duração e as prisões sírias voltaram a encher-se rapidamente com prisioneiros políticos, jornalistas e ativistas dos direitos humanos".

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