Premium O "sultão" Erdogan e o "terrorista" Assad. Dois inimigos sob a influência de Putin

Presidente turco e líder sírio foram amigos e romperam relações com o início da guerra na Síria. Oito anos depois, Vladimir Putin pode reaproximá-los.

Em agosto de 2008, o casal Erdogan foi receber o casal Assad à porta do avião no aeroporto de Bodrum. As notícias e as fotografias da época mostravam cumplicidade e proximidade, as quais seriam cimentadas nas férias que iriam passar juntos nessa estância balnear. Uma dúzia de anos antes e uma dúzia de anos depois este cenário parece impossível. Em meados dos anos 1990 as relações entre a Síria e a Turquia eram tensas tal como são agora.

Houve um período em que a amizade entre os dois países vizinhos parecia possível. Em 1998, o presidente egípcio Hosni Mubarak mediou um acordo entre o pai de Bashar al-Assad, Hafez, e o homólogo turco Suleyman Demirel. O Acordo de Adana previa o desmantelamento de bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, que lutava pela autodeterminação dos curdos da Turquia) e a expulsão do seu líder, Abdullah Ocalan, da Síria, bem como autorizava o exército turco a entrar até cinco quilómetros em território sírio em perseguição de combatentes curdos. Em troca a Turquia retirava as tropas da fronteira e afastava o cenário de uma guerra aberta com Damasco, que naquela altura não podia contar com Moscovo, seu aliado desde os anos 1970.

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