Mohamad e Asma Taha são dois dos mais novos habitantes do campo de Moria, em Lesbos, na Grécia
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Europa ignorou pedido da Grécia para acolher crianças refugiadas durante meses

Portugal é um dos cinco países europeus que aceitaram receber 1500 dos mais de cinco mil refugiados menores, não acompanhados, que estão nos campos da Grécia. É provavelmente demasiado pouco, e demasiado tarde, para evitar o caos no país incumbido de conter a migração.

O anúncio veio na noite de domingo, 8 de março: A UE, sob a forma de uma "coligação de vontades" está a considerar acolher até 1500 crianças migrantes especialmente vulneráveis que vivem em campos de refugiados na Grécia - crianças doentes e raparigas com menos de 14 anos. Esta aparente reviravolta surgiu seis meses depois de um apelo grego à ajuda europeia para a relocalização de 2500 menores, semanas depois de milhares de refugiados e outros migrantes se terem involuntariamente tornado armas numa batalha entre a Turquia e a União Europeia na fronteira grega.

No entanto, a resposta, positiva, é muito limitada. Apenas cinco países da UE - Portugal, França, Luxemburgo, Finlândia e Alemanha - estão disponíveis para receber até 1.500 dos mais de cinco mil menores não acompanhados que estão na Grécia. Este plano abrangerá apenas crianças gravemente doentes ou desacompanhadas com menos de 14 anos de idade, a maioria meninas. Nos campos, essas são uma pequena minoria. 90 por cento dos menores desacompanhados são rapazes com mais de catorze anos.

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