Exclusivo James Holman, o "viajante cego" que calcorreou o mundo do século XIX

O britânico James Holman percorreu todos os continentes habitados de então. O homem que recebeu palavras de elogio de Charles Darwin, mas também a crítica dos seus pares, terá percorrido cerca de 400 mil quilómetros nas suas viagens.

Tiffany Brar, 20 anos, ativista social indiana, arrecadou em 2020 um entre os três prémios de 25 mil dólares atribuídos anualmente pela Lighthouse for the Blind and Visually Impaired. A organização sem fins lucrativos, sediada em São Francisco, Estados Unidos, reconheceu o trabalho de Tiffany, no seu país de origem. A jovem, praticante de parapente, paraquedismo e escalada é fundadora da Jyothirgamaya, entidade que oferece formação e integração social a invisuais, provenientes de comunidades rurais e tribais do sul da Índia. Tiffany Brar, cega de nascença, acolheu o Prémio Holman, instituído desde 2017, em proveito de pessoas invisuais que demonstrem espírito aventureiro.

O galardão homenageia um homem nascido na Inglaterra de 1786, cuja carreira promissora na Marinha Britânica, onde chegou ao posto de terceiro-tenente, foi bruscamente interrompida aos 25 anos. Em 1810, James Holman adoeceu quando participava numa missão na costa da América do Norte. A doença reumática que degeneraria em cegueira permanente, ao invés de encaminhar Holman para um destino aos cuidados de uma instituição, levou-o nas décadas seguintes a tornar-se um dos maiores viajantes, antes da invenção do motor de combustão interna. James, com o apoio da sua bengala, visitou até 1946 todos os continentes habitados. O "viajante cego" como ficou conhecido James Holman, foi louvado por um seu contemporâneo, o jornalista escocês William Jerdan, que escreveu: "De Marco Polo a Mungo Park, nenhum entre os viajantes mais famosos, ultrapassou em extensão e variedade os países atravessados pelo meu compatriota cego."

Mais Notícias

Outras Notícias GMG