Premium Ridley Scott ou a ficção como ciência

Em 2018, Ridley Scott decidiu adaptar o bestseller Sapiens - História Breve da Humanidade. O projeto continua por concretizar, mas não deixa de ser revelador do gosto do cineasta inglês, não tanto pela ficção científica, mas sim pela especulação cinematográfica através de dados da ciência.

Foi há pouco mais de dois anos, no verão de 2018, que Ridley Scott anunciou a sua decisão de adaptar Sapiens - História Breve da Humanidade, o bestseller de Yuval Noah Harari sobre o modo como o homem se tornou a espécie dominante do planeta Terra. Em boa verdade, não se sabe como o projeto evoluiu, se para um documentário cinematográfico, se para uma série televisiva. De qualquer modo, o anunciado envolvimento de Asif Kapadia, "oscarizado" pelo seu documentário Amy (2015), sobre Amy Winehouse, faz prever uma abordagem em que a observação dos factos se pode cruzar com uma elaborada vibração dramática.

Na trajetória de Scott, tal ambivalência não é estranha. Vários dos seus filmes estão marcados por temas que envolvem a origem e o destino da humanidade, seja em termos históricos seja no plano simbólico. Afinal de contas, com Exodus: Deuses e Reis (2014), ele arriscou mesmo no domínio da epopeia bíblica, fazendo o retrato de Moisés e Ramsés II - não será, convenhamos, um dos momentos mais felizes da sua filmografia, mas não deixa de ser um desafio a uma tradição de Hollywood que tem em Os Dez Mandamentos (1956), de Cecil B. DeMille, o seu clássico absoluto.

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