Premium Delação premiada. Governo, pressionado internamente pelo PS, suaviza discurso

A possibilidade admitida pelo governo de legislar sobre o direito premial no combate à corrupção provocou reações negativas dentro do PS. A ministra já fala em medidas apenas "cirúrgicas".

António Campos, fundador do PS que em tempos chegou a dirigir o aparelho organizativo do partido, na qualidade de braço direito de Mário Soares, protestou duramente, com uma nota no Facebook.

"Leio, mas não acredito, que o Partido da Liberdade que tanto me custou a ajudar a fundar proponha o método fascista do bufo no sistema judiciário democrático", escreveu, falando mesmo numa "traição a todos os valores históricos" do seu partido. "Aprendam com o que se passa no Brasil ou com o que se passou com o célebre processo do Freeport, onde um polícia, um dirigente do CDS e outro do PSD inventaram, com a ajuda do Ministério Público, um processo de perseguição política [contra Sócrates]."

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